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sábado, 9 de dezembro de 2017

Bailarina Natacha Horana faz ensaio com jeans e mostra toda sua beleza exótica

Créditos - Foto: MF Press Global

Natacha Horana, considerada a mais bela bailarina do "Domingão do Faustão", posou para um ensaio fotográfico usando calças e shorts jeans e mostrou toda sua beleza exótica.
 
A loira que tem 90cm de busto, 65cm de cintura e 99cm de quadril distribuídos em 1,69 de altura contou recentemente que, ao contrário do que muitos pensam, não é mestiça e não tem familiares orientais.

"Algumas pessoas perguntam se tenho alguém na família que é oriental, mas não tenho. Só uma prima que parece comigo. Tenho olho pequeno e aí parece que é puxadinho né?! Até gostaria de ser pois acho lindo pessoas mais mestiças, mas meus familiares são do Nordeste", afirmou a modelo, bailarina e atriz de 26 anos que foi jurada do concurso Garoto e Garota Fitness.

Programação Cultural de Natal começa dia 14

O Natal será recebido com muita festa em Jales. Uma programação especial com apresentações artísticas e shows será realizada a partir de quinta-feira, 14 de dezembro, na avenida Francisco Jalles. Promovida pela Prefeitura Municipal de Jales por meio da Secretaria Municipal de Esporte, Cultura e Turismo, a programação conta com várias parcerias.

Nestes dias, o comércio estará atendendo em horário ampliado, visando melhor recepcionar a população jalesense e os visitantes de toda a região para suas compras.

Com muita alegria e animação, a programação cultural realizada neste espaço é aguardada com ansiedade entre os comerciantes e a população.

As noites no palco serão comandadas pelas equipes das rádios de Jales, que ficam responsáveis por empolgar o público presente.

A apresentação da programação estará a cargo das emissoras: Antena 102 FM, Assunção FM, Moriah FM, Band FM, Nativa FM e Regional FM.

Conheça as principais atrações da programação:

Dia 14/12 - 19h30m – Orquestra Sinfônica de Jales; 20h15m – Academia de Dança Juliane Magri; 20h45m – Orquestra de Viola do Sindicato Rural de Jales; 21h30m – Grupo Arte Samba.

Dia 15/12 - 20h – Santa Cecília Escola de Música; 21h30m – Show Zé Vitor & Matheus.

Dia 18/12 - 19h30m – Show Gospel com o Grupo New Bless da Igreja Pentecostal Casa da Benção; 21h30m – Show Gospel com Renan Pazim e Banda.

Dia 19/12 - 19h30m – Grupo Todoroki Taiko de Jales; 20h – Escola Dominus Centro Musical com a Banda de Pagode; e Samba Bermuda Branca; 21h30 –Banda Retrô 89 Rock Nacional e Internacional;

Dia 20/12 - 20h – MC Vagnão e Bonde; 21h30m – Dupla Lucas & João Marcos.

Dia 21/12 - 20h – EDEM/AVCC/CNA; 20h45m – Grupo de Pagode Plenitude; 21h45m – Cover Banda Mamonas Assassinas -

Dia 22/12 - sexta-feira - 20h – Academia New Corpus; 21h30m – shiw com Sandra e Leonarda e, em seguida, encerramento das atividades culturais.

Ciberdemocracia

Jociele Gonçalves é estudante, prepara-se para ingressar no curso de Arquitetura de uma faculdade pública através do ENEM, elabora redações sobre temas atuais e as publica na sua página eletrônica "Straight to the top".

O avanço da tecnologia no final do século passado e a ampliação da sua acessibilidade neste século modernizaram as grandes mídias sociais: jornais, televisões e rádios. A sociedade democrática brasileira também foi se modificando com a criação de plataformas de informação e comunicação, como sites, blogs e redes sociais. Até de aplicativos que permitem ao público o conhecimento de dados e informações do Governo.

A esse processo chamamos Ciberdemocracia. Consiste no acesso dos cidadãos aos assuntos da democracia, uma espécie de diálogo entre estado e cidadão com o uso dos meios eletrônicos. Essa movimentação de dados e informações causou impactos políticos na sociedade brasileira. Há páginas eletrônicas que têm como objetivo a integração do Governo com os cidadãos através de divulgações oficiais. Há mídias que veiculam informações para formar opiniões e direcionar decisões dos cidadãos.

Contamos hoje com páginas eletrônicas do poder público, apoiadas por leis que garantem aos cidadãos o direito de acesso às informações. Por exemplo, um portal na internet oferece números detalhados da execução orçamentária e financeira do governo federal. Outro portal serve como canal de solicitação de informações aos órgãos e entidades da administração pública paulista.

Há outra página eletrônica que serve para solicitar informações de órgãos e entidades públicas -"queremossaber.org.br" –, que diferente das anteriores porque foi criada pelas organizações sociais Comunidade Transparência Hacker e Open Knowledge Foundation Brasil. Mas a divulgação pouco eficiente destes tipos de páginas faz com que suas informações fiquem ainda muito restritas entre o governo e a mídia.

As redes sociais são uma grande ferramenta de comunicação. Nelas, o cidadão deixa de ser apenas um simples receptor de informações. Ele também compartilha as informações. As informações dos órgãos políticos oficiais, das grandes mídias sociais (jornais, televisões e rádios) e das redes sociais se somam ao público.

No que diz respeito às grandes mídias sociais, o assunto é problemático. Não é de hoje que a concentração de propriedade das grandes mídias sociais no Brasil gera transtorno. Uma pequena parcela de empresas controla a maior parte desses meios de comunicações. Segundo a FNDC – Fundação Nacional Pela Democratização da Comunicação –, apenas 11 (onze) famílias controlam as grandes mídias sociais brasileiras.

Esse oligopólio das grandes mídias sociais afeta a democracia e acaba gerando um grande controle sobre a opinião pública. Um exemplo de tentativa de controle da opinião pública é a emissora SBT, que veicula propagandas próprias em favor da reforma da previdência proposta pelo presidente Michel Temer. Podemos dizer que esse oligopólio inibe o crescimento da Ciberdemocracia no Brasil.

Além disso, a distribuição do conteúdo das grandes mídias pelas redes sociais é outra forma de controle da opinião pública, já que muitas vezes a mídia usa um assunto em evidência para desviar a atenção dos cidadãos de informações que podem ser desfavoráveis ao governo ou ao partido que controla o veículo de comunicação.

A Ciberdemocracia é algo que se desenvolve no Brasil. Ainda sofre a pressão exercida pelos detentores das grandes mídias sociais. Medidas se fazem necessárias para limitar esse oligopólio. Uma proposta correta seria um bom projeto de lei para regulamentação das mídias e evitar o oligopólio.

Em entrevista à BBC Brasil, o enviado da ONU para liberdade de expressão, David Kaye, destacou a necessidade de se coibir oligopólio da mídia. Segundo ele, com mais competição, as possibilidades dos repórteres investigarem assuntos não favoráveis ao Estado serão maiores. Além disso, garantiria a multiplicidade de vozes no espaço público. Isto inevitavelmente vai acontecer e será positivo para a nova democracia no Brasil.

Fundecitrus identifica molécula que atrai o inseto transmissor do greening

Fundecitrus, em parceria com a Universidade da Califórnia (UCDavis) e a Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq/USP), identificou feromônio que atrai o psilídeo Diaphorina citri, inseto transmissor do greening (huanglongbing/HLB), pior doença da citricultura mundial.

Os feromônios são compostos sintéticos idênticos aos produtos naturais, não poluentes e geralmente não tóxicos que podem ser usados de muitas maneiras, como para monitorar, atrair, matar ou causar confusão sexual em insetos. No caso do psilídeo, a molécula identificada causa sua atração e, no futuro, poderá ser utilizada em armadilhas adesivas, principal método de monitoramento do inseto, o que proporcionará aumento da captura do psilídeo.

De acordo o gerente geral do Fundecitrus Juliano Ayres (foto), a detecção deste feromônio é um avanço nas pesquisas que têm como objetivo principal o controle do greening. "Essa descoberta pode revolucionar o monitoramento do psilídeo, que atualmente é dificultado por conta da migração do inseto e por voar longas distâncias. As armadilhas são uma ferramenta eficiente em seu manejo, mas o acréscimo do feromônio e a consequente maior captura irão contribuir com a realização de um controle mais assertivo e com a redução da disseminação do greening", afirma Ayres.

Investimento - O Fundecitrus investiu R$ 1,5 milhão na busca da identificação do feromônio, valor utilizado nas pesquisas feitas pela própria instituição e UCDavis e Esalq/USP. O estudo também contou com o apoio financeiro da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Os testes foram realizados no laboratório de Ecologia Química e Comportamento de Insetos do Fundecitrus, inaugurado em 2010, onde os estudos são voltados para a identificação de compostos voláteis atraentes ou repelentes ao psilídeo, e também nas universidades parceiras. Depois, eles foram levados para o campo e foi confirmada a eficácia na atração do inseto.

De acordo com o pesquisador Walter Leal (UCDavis), com 30 anos de experiência na identificação de feromônios, este foi o mais complexo de sua carreira. "O comportamento do psilídeo é muito instável e difícil de compreender, por conta disso muitas vezes pensamos que não conseguiríamos chegar nesse resultado. Sem dúvidas, é uma grande conquista para a ciência e para a citricultura", afirma.

O pesquisador José Maurício Simões Bento, do departamento de Entomologia da Esalq/USP, destaca a importância da parceria para a identificação do feromônio. "O resultado é fruto do esforço e da união dessas instituições para avançar na pesquisa. A fase mais difícil e complexa foi alcançada", diz Bento.

Os próximos passos do estudo são detectar a formulação ideal do feromônio para ser disponibilizado nas armadilhas e analisar se há outros compostos que podem agir de forma semelhante. O pesquisador do Fundecitrus Haroldo Xavier Linhares Volpe, um dos responsáveis pelo estudo, destaca que essas avaliações são necessárias para transformar o composto em um produto. "A identificação do feromônio é um passo importante na pesquisa,

A Justiça a serviço da vida

Pe. José Gustavo Gonçalves,
Administrador Paroquial de Aparecida d’Oeste e Marinópolis
 
A Justiça é o bem comum a ser buscado para que a paz possa existir no nosso planeta. Ela sempre será a urgência mais recorrente para alcançarmos o fim último que é a felicidade. Para nós, cristãos, a Justiça do Reino de Deus deve ser buscada em primeiro lugar: "Felizes os que são perseguidos por causa da Justiça, porque deles é o Reino dos Céus" (Mt 5, 10). Portanto, a prática da Justiça, é o que faz a humanidade caminhar na direção do seu fim último.

Por suposto, percebe-se que a Justiça deve ser o princípio integrador do agir humano e regulador das relações sociais na história, principalmente neste momento atual em constante mudanças. Assim, revestido de complexidade em todos os sentidos, sobretudo nas relações internacionais, o mundo pós-moderno, pautado no capitalismo selvagem, tem gerado injustiças globalizantes que vão forjando o empobrecimento cada vez maior dos países em desenvolvimento, deixando-os cada dia mais dependentes das grandes potências mundiais.

Assim sendo, tornou-se urgente que novas formas de gestão internacional redescubram os verdadeiros valores humanitários, para que em consonância com o projeto do Reino de Deus os façam surgir das cinzas do atual projeto democrático em extinção. Se faz necessário, portanto, redescobrir o ideal cristão de um novo céu e uma nova terra tendo como horizonte "a terra sem males", na qual a Justiça esteja de fato a serviço da vida, sobretudo dos pequeninos e marginalizados.

É inadmissível que em nosso planeta, a saber, a Casa Comum, tão rico, continue existindo tanta fome, miséria e opulência. Foi bem assim que descrevi o mundo atual em meu poema – "O sonho dos vencidos": Aos olhos os prazeres e seus resplendores, e no coração o escurecer dos horizontes, os silêncios já não mais murmuram fontes, calaram-se os sonhos nos gritos dos pastores. Elevam-se obeliscos em templos de flores, povoam-nos nas mentes das tristes frontes, criando-se vidas vazias em férteis montes, até escondem da lua os luares e os amores. Olhares dissonantes se olham pela memória, os humanos se tornaram templos esquecidos, num mundo de falsos valores e sua glória. Que é apresentada como sabor de vitória, ecos da vil realidade imposta aos sentidos, que no fundo retrata o sonho dos vencidos.

Estamos chegando ao final de 2017. Que os sinos toquem abrindo as portas de nossas comunidades aos empobrecidos para juntos celebrarmos, mais uma vez, pela fé, o nascimento de Jesus de Nazaré, nosso Salvador. Em nossas preces, peçamos ao Senhor da Messe, que reforce em cada um de nós o compromisso com a Justiça para com eles. Por fim, que aprendamos, cada vez mais, a reconhecê-los, no dia a dia, como os prediletos de Deus!



Educação de SP inicia migração do papel para o digital: alunos terão material pedagógico em aplicativo

 
Após a liberação do uso de telefone celular em sala de aula para fins pedagógicos, em novembro, o secretário estadual de Educação, José Renato Nalini (foto), anunciou nesta sexta-feira (8) uma nova iniciativa de tecnologia na Educação. É o primeiro passo para migração do papel para o digital de materiais pedagógicos voltados a alunos. Em parceria com Microsoft e Digital Pages, o projeto-piloto levará, já no início do ano-letivo de 2018, o Caderno do Aluno – material pedagógico que auxilia alunos em sala de aula – de Matemática para um aplicativo, com toda a interação permitida pela ferramenta.

O projeto terá seu piloto em 39 escolas da Diretoria de Ensino (DE) Norte 2, na capital. Cerca de 8,2 mil adolescentes do 1º ano do Ensino Médio serão beneficiados pela iniciativa. Importante: como trata-se de um piloto, os estudantes terão também o Caderno do Aluno impresso em papel. A expectativa é de expansão pelo Estado após os resultados dessa primeira ação.

A disciplina de Matemática foi escolhida por se mostrar um grande desafio nacional nos últimos resultados de avaliações externas. Na mais recente avaliação disponível, referente a 2016, o Ensino Médio de São Paulo obteve a segunda melhor nota dos últimos sete anos em matemática – com queda entre 2015 e 2016. Por conta desta queda, a Secretaria da Educação tem investido em formação continuada para os professores com o objetivo de fazer com que a Matemática tenha mais sentido para os estudantes.

Inovações do livro digital - A plataforma desenvolvida em parceria com a Microsoft e Digital Pages funciona tanto como app em smartphones quanto na web. Após baixado, o aplicativo não precisa de acesso à internet para ser utilizado. Além do conteúdo do livro, os alunos poderão responder as questões digitalmente e ter acesso a vídeos, áudios, animações, simulações de objetos 3D e games. O programa ainda disponibiliza ferramentas de anotações, mensagens, fóruns, busca por termo ou conteúdo.

Para que o professor possa acompanhar o desempenho das turmas, ele poderá ter informações como: quanto tempo o aluno passou em uma página, quais conteúdos ele percorreu e as respostas que forneceu em cada exercício proposto. Todos os docentes envolvidos no projeto-piloto passarão por treinamento na Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Professores (EFAP), em parceria com a Digital Pages.

O conteúdo do livro digital, bem como as informações sobre a realização de atividades pelos alunos, ficará armazenado na plataforma de nuvem da Microsoft (Azure).

Tecnologia na Educação de SP - O projeto amplia outras ações já anunciadas pela Secretaria da Educação do Estado: expansão da rede de banda larga para as 5 mil escolas estaduais, implantação de wi-fi até outubro de 2018 – inicialmente nos laboratórios de informática e salas dos professores, com posterior expansão para as salas de aula –,aquisição de kits de notebooks para 400 escolas (40 aparelhos para cada escola), totalizando 16 mil máquinas, e liberação do uso do celular em sala de aula para fins pedagógicos.

Caderno do Aluno São Paulo estipulou seu currículo escolar em 2009, há 8 anos, definindo o que cada estudante deve aprender a cada etapa de aula. Desde então, os alunos contam com material exclusivo desenvolvido por especialistas da Educação: o Caderno do Aluno, que complementa os livros didáticos e se divide entre as áreas do conhecimento de Ciências Humanas, Linguagem e Códigos, Ciências da Natureza e Matemática.

O Caderno do Aluno tem perfeita combinação com o Caderno do Professor, já totalmente digitalizado pela Secretaria, que auxilia os docentes no preparo das aulas de matemática, língua portuguesa, história, filosofia, química, física, biologia sociologia, inglês, geografia e educação física.

Pleiteada simplificação da Nota Fiscal Paulista

 
O deputado estadual Itamar Borges, líder do PMDB na Assembleia Legislativa de São Paulo, participou nesta segunda-feira, 4 de dezembro, da audiência pública, de iniciativa do deputado Jorge Caruso (PMDB), que tratou do Projeto de Lei 718/2017. O deputado federal Baleia Rossi (PMDB) também participou do encontro.

O projeto altera a Lei 12.685/2007 que criou o Programa de Estímulo à Cidadania Fiscal do Estado de São Paulo e a redação visa adequar o texto permitindo às entidades sociais, independente do meio tecnológico empregado, cadastrar o documento da Nota Fiscal Paulista doado por consumidor, trazendo à esfera da legalidade a manutenção de cadastramento das doações, contrariando a burocracia proposta pela Secretaria da Fazenda na Resolução SF 18, de 09 de março de 2017.

"Precisamos fazer uma conscientização da população para que façam uma doação maior e ajudem cada vez mais as nossas entidades. Estamos reunindo forças para aprovar na Assembleia Legislativa esse projeto de Lei", disse o deputado Caruso.

O PL visa cessar o entrave que aflige as mais de 4 mil entidades do Estado que gozam dos benefícios do Programa vinculado a Nota Fiscal Paulista.

"Fui prefeito de Santa Fé do Sul por três mandatos e sei da necessidade e importância do apoio às entidades O Estado todo tem essa demanda. Nós apoiamos essa causa, junto ao autor da lei, deputado Caruso. Parabéns ao nosso companheiro pela iniciativa", disse Itamar Borges.

"Não somos contra a modernização da Nota Fiscal Paulista, mas precisamos do apoio para que a população e as entidades consigam acompanhar. Foram 255 milhões de atendimentos realizados em 2016 com os recursos recebidos do Estado de SP vinculado a Nota Fiscal Paulista", disse Eduardo Vianna.

"Apoiamos o diálogo com a secretaria da Fazenda para encontrar um ponto de equilíbrio entre o governo e as entidades. Tenho certeza que o intuito do governo não é prejudicar as entidades e sim fazer uma parceria mais sólida", disse o deputado Baleia Rossi.

Estiveram presentes, representando as entidades o presidente da Associação Comunidade de Mãos Dadas, Eduardo Vianna, o coordenador da Nota Fiscal Paulista na Secretaria da Fazenda, Carlos Rudiery, vereador de Ribeirão Preto e autor da indicação da Lei, Alessandro Maraca, o vice-presidente da Associação das APAES, Marcelo Arduino, deputados Vitor Sapienza e Delegado Olin, Regina Oliveira do Centro de Recurso em Deficiência Múltipla, presidente e integrantes de outras entidades.

O papel do professor diante da discriminação racial em sala de aula

Tereza Cristina de Souza Prazeres (*)
 
É consenso que a rotina de trabalho de um professor vai muito além do que exigem as atribuições normais da função. Ele atua como um verdadeiro gestor em sala de aula; como mediador de conflitos e opiniões e, acima de tudo, como exemplo de conduta para os seus alunos. 
Um dos maiores problemas enfrentados atualmente pelas escolas é a discriminação racial, herança do nosso trágico passado escravagista, o que gera rejeição e bullying, ou seja, violência psicológica e até mesmo física contra alunos negros. Frente a tal situação lamentável, é evidente que se pergunte qual é o papel do professor face a esse problema? 
Uma criança branca que entra em uma escola pode estranhar a existência de um colega negro sem necessariamente que isso caracterize preconceito. O período de adaptação é um momento de transição e todas as novidades na escola podem parecer intimidadoras aos olhos da criança. Quem precisa mediar à situação acolhendo os alunos, auxiliando-os em sua percepção quanto às demais crianças, é o educador. Na maioria dos casos em que o professor intervém rapidamente, os acontecimentos envolvendo estranheza de alunos a colegas negros não chegam a virar problema. 
Existem ocasiões em que uma criança branca se recusa firmemente a sentar-se ao lado de um menino ou menina negra, negando-se a fazer os trabalhos juntos e a dividir o banco do refeitório. Nos casos em que a criança apresenta indícios de discriminação racial por outra criança, como o professor deve agir? Ele deve esperar até o mês de novembro – Dia da Consciência Negra – para abordar o assunto em sala de aula? 
Os traumas que o sentimento de rejeição e de exclusão podem causar em uma criança podem se tornar irreversíveis. Não se trata de um acessório de vestuário, por exemplo, que a criança pode simplesmente se negar a vestir novamente. A cor de pele não é escolha dela e não poderá ser alterada por vontade própria. Analisando a situação, o educador precisa agir para resolver a questão rapidamente e incluir em seu gerenciamento rotineiro a mediação de um problema que pode se propagar por toda a classe e até ultrapassar os muros da escola. 
Sabemos que não é usual em nossa sociedade tomar ações preventivas contra atitudes preconceituosas e as escolas seguem essa mesma tendência. A própria cartilha de bullying retrata bem isso quando orienta o professor sobre como proceder depois que o fato já ocorreu, mas em momento algum levanta questões sobre como prevenir o bullying. Estamos cientes da importância da tratativa imediata e de forma adequada nesses casos, muito embora o ideal seria evitar que a agressão ocorresse. 
Quando questionado sobre preconceito, bullying e agressividade das crianças, o profissional da educação geralmente responsabiliza exclusivamente a família e não se dá conta do quanto suas ações têm influência sobre os alunos. O aluno tem obviamente um direcionamento, uma percepção para comportar-se desta ou daquela maneira, espelhando sua vivência familiar; porém a escola tem igual influência na formação de seu perfil comportamental. 
No momento em o professor chama os alunos brancos pelos seus nomes enquanto dirige-se “carinhosamente” ao aluno negro pelo apelido de “neguinho” ele abre um precedente para que os colegas também o chamem dessa forma. Ocorre o mesmo quando o professor chama uma aluna que está acima do peso de “fofinha”. Neste caso será ele, o professor, e não a família, quem está abrindo a porta para um padrão de atitudes das crianças que poderá resultar em discriminação, exclusão ou bullying. 
A conduta do professor não pode em hipótese alguma ser tendenciosa. O tratamento deve ser igual para todos, chamando todos os alunos pelo nome, sem adjetivar ninguém em razão de suas características físicas. E a criança é peralta! Em muitos momentos passa a repetir a fala do professor, mas a interpretação feita pela criança pode não corresponder ao que o professor tinha como intenção quando falou; então para evitar esse tipo de mal-entendido, ele deve chamar cada aluno pelo nome próprio.  
Portanto, professor e família dividem as responsabilidades na formação do pensamento da criança e de como ela se comporta diante das situações. As ações, gestos e falas de todas as pessoas que fazem parte da vida da criança têm grande influência na formação de opinião, para o bem ou para o mal, ajudando a construir sua visão de mundo. 
Ações pontuais não trazem resultados satisfatórios para a formação de um cidadão crítico e consciente. O combate ao preconceito, em suas diferentes facetas, não terá resultados efetivos se só acontecer uma vez no ano. A atuação do professor para combater a discriminação deve ser permanente. 
E a discriminação atinge também outros grupos étnicos, como os índios. Como conseguiremos conscientizar a criança de que a cultura nativa faz parte da nossa formação cultural como nação se só nos lembramos dos índios no dia 19 de abril? Esse é um ponto em que o professor tem falhado geração após geração. Ora, somos um povo fruto da miscigenação; por que não assumir essa perspectiva e trazê-la, por exemplo, para rotina dos trabalhos de classe? 
Precisamos conscientizar as crianças de que nossas raízes são indígenas, negras e brancas para que nossas crianças, desde a Educação Infantil, aceitem com naturalidade o fato de ter amigos de todas as etnias. Transformar a fala sobre respeito e igualdade em um hábito contribuirá significativamente para a diminuição de um problema que paira sobre a nossa sociedade. 
O professor deve escolher para o seu material de apoio personagens e situações que representem essa realidade multiétnica e multicultural, independentemente das efemérides. Ele não deve esperar que um aluno de uma etnia oprimida consiga sozinho reconhecer-se ou desejar ser um herói, um escritor, um príncipe, um inventor ou personagem de sucesso, se em toda sua vida ele nunca se viu retratado dessa forma, se essa possibilidade nunca foi demonstrada pelo professor em sala de aula. Afinal, a principal missão do educador é desenvolver pessoas para torna-las cidadãs. 
Portanto, o educador não pode ficar neutro frente a uma injustiça cometida contra um aluno. Ele deve assumir um papel ativo contra todo tipo de discriminação, exaltando a importância e a beleza de todas as etnias que juntas formam a nossa população. E para isso ele não precisa ser um especialista em história, nem um ativista social. Precisa apenas ser um bom exemplo para seus alunos.
 
(*) Tereza Cristina Prazeres é instrutora técnica na empresa Planneta (www.planneta.com.br). Atua com Educação Infantil e, na rede municipal de Osasco, no programa Informática na Escola, oferecendo o uso da Tecnologia Digital da Informação e Comunicação como um recurso didático e pedagógico no contexto educacional.  
 

Dia de combate à corrupção: atuação do MPF em Jales levou à determinação do bloqueio de mais de R$ 8 milhões em 2017

A atuação do Ministério Público Federal contra a corrupção na região de Jales (SP) resultou, só este ano, na determinação do bloqueio de R$ 8,62 milhões, pertencentes a agentes políticos, funcionários públicos e empresários processados por danos aos cofres públicos e enriquecimento ilícito, entre outras condutas irregulares. O montante bloqueado pela Justiça Federal foi resultado de sete ações civis de improbidade administrativa ajuizadas pela Procuradoria da República em Jales. Já na esfera criminal, foram oferecidas em 2017 quatro denúncias por crimes relacionados à corrupção.

Tais dados foram levantados para lembrar o Dia Internacional de Combate à Corrupção, celebrado neste sábado, 9 de dezembro, e demonstram a importância do papel do MPF na proteção do patrimônio público. Além das ações judiciais, a atuação da Procuradoria em Jales também tem se intensificado na fase investigativa, refletindo na instauração de diversos procedimentos investigatórios criminais, inquéritos civis e requisições de instauração de inquéritos policiais.

O trabalho da unidade compreende os 40 municípios que integram a Subseção Judiciária de Jales. São eles: Aparecida D’ Oeste, Aspásia, Auriflama, Dirce Reis, Dolcinópolis, Estrela D’Oeste, Fernandópolis, General Salgado, Guarani D’Oeste, Guzolândia, Indiaporã, Jales, Macedônia, Marinópolis, Meridiano, Mesópolis, Mira Estrela, Nova Canaã Paulista, Nova Castilho, Ouroeste, Palmeira D’Oeste, Paranapuã, Pedranópolis, Pontalinda, Populina, Rubinéia, Santa Albertina, Santa Clara D’Oeste, Santa Fé do Sul, Santa Rita D’Oeste, Santa Salete, Santana da Ponte Pensa, São Francisco, São João das Duas Pontes, São João de Iracema, Suzanápolis, Três Fronteiras, Turmalina, Urânia e Vitória Brasil.

9 de Dezembro - O Dia Internacional de Combate à Corrupção, criado pela ONU em 2003, busca destacar a importância das ações de enfrentamento a este tipo de crime, em nível global, nacional ou local, tendo em vista seus efeitos nefastos para o desenvolvimento social e econômico. "É impressionante o volume de recursos que são desviados anualmente e que deveriam ser aplicados, por exemplo, na educação, saúde e segurança, beneficiando a coletividade como um todo", ressaltaram os procuradores da República que atuam no MPF em Jales.

Chico do Cartório questiona novamente o Executivo sobre descarte irregular de pneus

 
No dia 6 de novembro, o vereador Chico do Cartório (PMDB) enviou ao prefeito Flá Prandi (DEM), um requerimento aprovado por unanimidade dos vereadores, solicitando informações sobre o problema das carcaças de pneus que são depositadas e queimadas às margens – KM 151 - da Rodovia "Eliezer Montenegro Magalhães".

Em reposta ao requerimento do vereador Chico, o Poder Executivo alegou que não tinha conhecimento do fato e que "o Governo do Estado de São Paulo é o responsável por fiscalizar a rodovia".

Diante a resposta do Executivo, não convincente, um novo requerimento ao prefeito Flá Prandi foi aprovado pelos vereadores, onde Chico afirma que também "é competência do município zelar pelo meio ambiente" e questionou se o Executivo notificou as Polícias Ambiental e Civil, e o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) a respeito do assunto. O vereador ainda indagou quais outras providências podem ser tomadas em relação a esse fato.

Chico justificou do novo pedido de informações porque o Executivo respondeu que não tinha conhecimento do caso "e que a manutenção e fiscalização da rodovia é de competência do Estado, e não pertence ao Município, então reiterei o pedido, pois apenas queria que DER ou ao Estado fosse informado, para que esse crime não venha mais a ocorrer".
 
 

O penhasco, a cabana e a Previdência

 
 
 
Flavio Amary (*)

Conta antiga lenda que certas comunidades adotavam métodos cruéis para resolver o problema dos idosos. Quando deixavam de ser produtivos em função da idade, homens e mulheres eram arremessados de altos penhascos. Afinal, o grupo não teria como sustentá-los. A comida, que era pouca, tinha de ser destinada àqueles que ajudavam na plantação. Encurtar a vida de quem envelhecia seria mais humano do que a morte lenta por inanição e desabrigo.

Outra lenda relata que, por tradição, quando o homem se tornava velho demais para trabalhar, era levado pelos filhos a uma cabana em lugar distante e lá abandonado para morrer, recebendo apenas uma manta para as noites frias. Mas esta estória tem um final diferente quando um pai decide dividir a manta com o filho que o levou. "Guarda esta outra parte para quando os teus filhos te vierem cá abandonar", disse o pai. A partir de então, aquela absurda tradição foi proibida.
Quanto mais estudamos a preocupante situação da Previdência no Brasil, mais entendemos que, em pouco tempo, não haverá recursos suficientes para garantir aposentadorias.
É pura matemática. Se a população envelhece e a taxa de natalidade cai, em alguns anos teremos poucos trabalhadores ativos a sustentar uma imensidão de inativos.
Se a reforma da Previdência não ocorrer imediatamente, qual será o destino de nossos idosos? A cabana? O penhasco?
O Brasil, que já carrega a mácula de ter sido o último país a libertar os escravos, desejará também ser o último a evitar que milhões de cidadãos sejam lançados à miséria absoluta?
O Fórum Econômico Mundial de 2017 conclui que a longevidade impõe imensos desafios. As implicações são tão graves que o tema foi classificado como risco sistêmico de longo prazo.
Atualmente, a população global acima de 60 anos é de 1 bilhão de pessoas. Em 2030, somará 1,5 bilhão. Em 2050, será de 2,3 bilhões, equiparando-se ao número de crianças. E a expectativa de vida continuará aumentando, graças ao modo de vida e aos avanços no campo da medicina. As crianças de hoje viverão mais de 100 anos.
Além de ser a faixa etária que mais cresce no planeta, a idade média avançará muito até 2035. E os países que envelhecerão mais rápido são China, Índia, Brasil e Indonésia.
Até 2050, a população brasileira terá acréscimo de quase 34 milhões de pessoas. Nesse período, o número de idosos aumentará em aproximadamente 30 milhões.
Para que as próximas gerações possam sobreviver, com acesso à educação, saúde, moradia, emprego e aposentadoria, a maioria dos países já modificou seu regime previdenciário para acompanhar a maior longevidade.
Por aqui, corremos o risco de a Câmara dos Deputados sequer incluir o tema na pauta deste ano!
Embora não resolva todos os problemas, a reforma que precisa ser votada agora nada tem de impopular, pois focaliza apenas três aspectos essenciais: a equiparação entre trabalhadores dos setores público e privado, a gradual elevação do limite de idade (20 anos!) e o fim de privilégios como as mega-aposentadorias.
Quem fala que tais mudanças suprimem direitos não percebe que, na verdade, elas vêm para garantir direitos. O direito a uma renda para envelhecer com o mínimo de qualidade de vida, afastando qualquer possibilidade de se imaginar que a melhor saída seria a cabana ou o penhasco.
(*) Flavio Amary é presidente do Secovi-SP e reitor da Universidade Secovi-SP.

Renata Spallicci, a "Executiva Sarada", revela que não costuma tirar suas medidas: "Meu acompanhamento é por foto e simetria

 
Renata Spallicci, que sofria bullying na infância e hoje é chamada de "Executiva Sarada" por seu corpo impecável, revela que, diferente de muitas pessoas que fazem musculação, não costuma tirar suas medidas.

"Um dia desses estava em casa procurando uma fita métrica pois perguntaram minhas medidas e não tinha noção. Descobri que tenho 28cm de braço e 56cm de coxa. Meu acompanhamento é total estetico, por foto e simetria", conta a morena de 35 anos.

A atleta profissional e embaixadora WBFF, coach, executiva, blogueira, escritora e empreendedora lançou neste mês o programa de emagrecimento "Finalmente Magro". Elaborado por Renata Spallicci juntamente com um nutricionista e um educador físico, o programa é um produto online e tem duração de seis semanas. "Com o trabalho que faço de inspiração nas mídias sociais comecei a receber muitas mensagens de pessoas pedindo ajuda para emagrecer. Então pensei: 'Eu já passei por isso e posso ajudar estas pessoas'. E assim abracei esta missão de ajudar as pessoas a chegarem no corpo dos seus sonhos!", explica a beldade.

A solução está à vista

Gaudêncio Torquato, jornalista, professor titular da USP é consultor
político e de comunicação. Twitter: @gaudtorquato



Pesquisas recentes sinalizam: nunca a sociedade brasileira esteve tão de costas para a política. 84% não se sentem representados por nenhum partido; 64% acham que a melhoria da vida depende de si próprios, enquanto 45% confiam que só Deus resolverá. Essa é a moldura desenhada pelo Instituto Locomotiva. Entre os jovens, a descrença é maior: dois terços dos 8 milhões de universitários brasileiros não acreditam mais na política, enquanto 90% vêem o país no rumo errado. Porém, 80% acreditam que o voto pode mudar o destino da Nação. E por que não mudam a direção errada?

Uma das hipóteses é a de que poucos acreditam na mudança de rumos. Há convicção de que o vírus da corrupção está na veia dos brasileiros, sendo impossível sua extirpação. Esse vírus assume, em alguns momentos, o nome de "jeitinho brasileiro". A pesquisa mostra que 3% se consideravam corruptos, enquanto 6% admitiam já terem praticado corrupção. E de cada 10, 8 diziam ter falsificado carteira de estudante ou pago propina a guarda. Essa sensação de corrupção explica parte da descrença.

A lama em que se transformou a política tem funcionado para que cidadãos a evitem. A sujeira na imagem da classe política nivela por baixo seus protagonistas, deixando-os sem credibilidade. E os mesmos não agem para atrair os descrentes.

Como falar em renovação política sem os jovens? Alguns partidos criam frentes para abrigá-los, oferecem cursos de formação política, mas a adesão é pequena.

No passado, corria a certeza de que movimentações nas ruas geravam reações na política. Quando grupos organizados ocupavam os corredores do Congresso e movimentos de rua, como em 2013, protestavam, resultados apareciam. Hoje, essa movimentação é pífia e restrita a causas corporativas que defendem posições salariais e privilégios de categorias.

Os campos de expressão mudaram. As ruas são substituídas pelas redes sociais. Nos últimos 10 anos, 54 milhões de novos internautas passaram a usar as redes, dando fluxo a uma tendência com impactos na esfera política. Os atores do velho palco ainda não se tocaram para tal realidade. Perfis detestados pela mídia massiva começam a ser consagrados nas redes. Donde se deduz que interrogações rondam o mundo da política.

A partir da pesquisa, seu coordenador, o cientista Renato Meirelles, conclui que o país, ante a gravidade da crise, vive "caminho sem volta". Apenas um novo modelo para gerir a sociedade resolveria. Nesse ponto, não há como concordar com Meirelles. A solução está à vista.

O caminho passa pela reforma dos costumes políticos. Reduzir o número de partidos – de 35 para 6 ou 7 -, com a adoção da multiplicação de siglas; incorporação de doutrinas pelos partidos, a partir de propostas claras; adoção do sistema distrital misto de voto; exigência de disciplina e rigor nos padrões éticos de conduta; instalação do parlamentarismo de feição brasileira (repartição de funções entre Executivo e Legislativo); adoção de controle de abusos de autoridade; celeridade do Judiciário; sistema igualitário de previdência social, com extinção de privilégios; fim da querela entre Ministério Público e Polícia Federal sobre delação premiada; rígida aplicação da Lei de Responsabilidade Fiscal; proibição de candidatos ficha-sujas etc.

Se esses instrumentos fossem adotados, a política abriria nova era e as instituições funcionariam sob harmonia e eficiência. Não há como aceitar um país sem partidos. Não há como aceitar uma Nação que dê as costas à política. Qualquer solução para a melhoria da vida institucional passa pela política. Defender candidaturas sem a chancela partidária é abrir frestas ao autoritarismo e ao populismo. Seria louvar o individualismo. Fora "salvadores da Pátria", fora demagogos, fora quem aposta na divisão do território entre "nós e eles". Cuidado, muito cuidado, incautos.
 

É essencial começar bem

José Renato Nalini
secretário estadual de Educação

 
A quinta conclusão McKinsey quanto ao Exame PISA 2015, é a de que a educação infantil teve impacto acadêmico positivo nos jovens que hoje têm 15 anos. Entretanto, alunos de baixa renda beneficiaram-se menos do que os de alta renda.

A relevância da primeira infância é inconteste para quem pretenda educar e levar a educação a sério. Mais da metade das sinapses que permitem ao ser humano pensar, ver, ouvir e falar são formadas antes dos três anos de idade. Nada obstante a plasticidade cerebral persista na idade adulta, o cérebro é mais receptivo a intervenções na primeira infância. Por isso a educação infantil adquiriu contornos tão nítidos nestes últimos anos. A creche não é mais o lugar para o depósito de crianças enquanto a mãe trabalha. É escola mesmo. E a educação tem de começar bem para produzir os frutos que dela se espera.

Bons programas de educação infantil contribuem para reduzir o descompasso no aproveitamento escolar, com auxílio às crianças desfavorecidas para adquirir habilidades cognitivas e sociais e outras capacidades antes mesmo de ingressar na pré-escola.

Embora existam programas muito inspirados e eficientes, a educação infantil não parece funcionar tão bem para alunos de baixa condição socioeconômica, se cotejados com os de condição socioeconômica privilegiada.

Os jovens que realizaram as provas PISA e que haviam recebido educação infantil, pontuaram 8% a mais do que os colegas que não tiveram esse reforço. 30 pontos são significativos para aferir o resultado da educação em nossos Países.

O tema permanece como angustiante, pois um relatório recente do Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID, destacou a importância de uma pré-escola de qualidade e constatou que programas para crianças mais novas, muita vez produzem resultados piores do que a simples ausência de educação infantil.

Indaga-se: o que é qualidade na educação infantil? Como ela pode ser avaliada? Há respostas: foco não somente nas habilidades cognitivas, mas também nas socioemocionais e na saúde física e mental, professores bem treinados, poucas crianças por funcionário, infraestrutura adequada. Mais ainda: padrão de aprendizado claro, relações positivas entre alunos e professores.

Diagnósticos existem. Persiste o velho problema brasileiro: fazer valer aquilo que se apurou como verdade científico, nunca entender que a missão terminou, enquanto não se atingir o resultado pretendido. E este situa-se num horizonte cada vez mais amplo e, infelizmente, longínquo.
 

Projeto prevê desconto no IPVA para bons motoristas em SP

 

Proposta determina redução de até 15% no imposto para condutores que ficarem três anos seguidos sem cometer infrações

A deputada estadual Beth Sahão (PT) protocolou projeto de lei para favorecer os proprietários de veículos do Estado de São Paulo. A proposta prevê desconto no Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para condutores que não cometerem infrações de trânsito.

O texto, que ainda precisa ser votado pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), determina redução de 5% no valor do tributo para os motoristas que não tiverem sido autuados no ano anterior. Para aqueles que passaram dois anos consecutivos sem infringir as regras de trânsito, a queda seria de 10%. O desconto atinge 15% para quem permanecer por três anos seguidos sem burlar as leis de trânsito.

"Esta medida visa incentivar os bons motoristas e aliviar a carga tributária no Estado, uma vez que São Paulo possui uma das maiores alíquotas de IPVA, que pode chegar a 4% do valor de tabela do veículo. É um percentual elevado, que pesa no orçamento das famílias justamente numa época do anos em que elas se veem às voltas com outros gastos como matrícula de colégio, material escolar e outros tributos", afirma a parlamentar.

Atualmente, o proprietário de um automóvel flex com valor de tabela de R$ 30 mil gasta de R$ 1.200,00 com IPVA. Se a proposta de Beth estivesse em vigor, o valor do tributo poderia cair para R$ 1.020,00, no caso de o motorista ficar por três anos sem cometer infrações.

Apenas poderão utilizar o benefício motoristas que pagarem o IPVA dentro dos prazos estipulados pela Secretaria Estadual da Fazenda. No caso dos contribuintes que recorrerem de multas, o desconto só será concedido depois que a análise do recurso estiver concluída. Se a infração for de fato anulada, o proprietário poderá usufruir da redução do tributo.

O projeto de Beth ainda precisa ser analisado pelas comissões permanentes da Alesp, antes de seguir para votação em plenário. A parlamentar é autora de outras propostas que visam aliviar a carga tributária dos motoristas.

Criou o projeto que autoriza o parcelamento do IPVA em até dez vezes sem juros, que chegou a ser aprovado no fim de 2013, mas acabou sendo vetado pelo governador Geraldo Alckmin. A Alesp ainda não analisou esse veto. Beth também é autora da proposta que reduz a alíquota do tributo para os carros flex, de 4% para 3%, equiparando-a ao que é cobrado dos carros movidos somente a etanol.  

FOLHAGERAL

Em Araraquara,
houve consenso entre os vereadores sobre a necessidade de atualização da Planta Genérica de Valores do município, implicando no aumento do IPTU, mas não nos índices apresentados pela Prefeitura.
Dessa forma,
o prefeito Edinho Silva (PT) teve seu primeiro projeto rejeitado, que previa um aumento de 64%. Então enviou outro projeto de 26,6% para a Casa de Leis, que também foi rejeitado. Nesta terça-feira (05 dezembro), numa segunda votação, foi aprovado o índice de 10% de atualização da Planta Genérica de Valores. Era o que os vereadores desejavam.
Se em Jales
os vereadores tivessem resistido à proposta de reajuste da PGV pleiteada pelo prefeito Flá Prandi (DEM), se esforçando por um índice menor, estariam mais alinhados com o povo. Mas o comprometimento político, em função da união eleitoral de 2016, falou alto.
E mais agora,
com o drone "dedo duro" sobrevoando os imóveis, entregando quem fez suas reformas com ampliações, os contribuintes podem esperar novos acordos unânimes entre os políticos jalesenses, pois a situação política continua a mesma.
A Folha Noroeste
postou, em sua página no Facebook, uma foto da iluminação natalina na Avenida Francisco Jalles. Dezenas de pessoas aprovaram o trabalho e o aspecto da iluminação.
Na verdade,
ainda está faltando mais união (e menos choradeira) entre os empresários, lojistas, comerciantes e o Poder Público Municipal. Outras ruas do centro urbano poderiam ter a iluminação natalina, por exemplo, o quadrilátero da avenida João Amadeu até a rua 13 entrando na rua 8 até a rua 9 e fechando até a avenida de novo. Entradas da cidade bem decoradas agradam os visitantes.
O planejamento
(produção do evento, produtos e custo) da decoração da cidade deve ser feito até março de cada ano e o valor regateado entre os que serão beneficiados. Está na hora de Jales, ao final do ano, competir com as vizinhas que estão avançando neste item. Uma cidade bonita para atrair visitantes precisa ter participação geral. Fazer pouco e reclamar depois é se excluir.
Os "analistas"
políticos lá do botequim da vila estiveram colocando a conversa em dia. Comentaram que, entre os atuais vereadores, alguns poderão ficar no futuro somente com a experiência de um único mandato, por decisão popular. Tem vereador reclamando do desgaste político. E só se passaram 343 dias da atual legislatura.
Hoje, dia 09
de dezembro, é o "Dia Internacional de Combate à Corrupção". A data foi instituída pela ONU com a assinatura da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção.
A placa (foto)

está instalada no semáforo da Rua 4 com a Avenida Francisco Jalles. Motoristas de ônibus e caminhões seguem em frente, sem perceber a placa de sinalização, tão espremidinha.
 
 
 
 
 
 
 
Líderes partidários
começam a se movimentar com vistas aos próximos pleitos. Para 2018, o objetivo é a busca de alianças para seus candidatos. Para 2020, o objetivo é o fortalecimento partidário e o lançamento de candidatos à altura dos anseios da população. Não aceitam inexistência de oposição. Um líder partidário disse: "Os partidos formalizaram um pacto em prol de Jales, mas politicamente as siglas se enfraqueceram".
O título de
Município de Interesse Turístico (MIT) foi o tema principal abordado pelo secretário de Turismo, Fabrício Cobra Arbex, na reunião da última quarta-feira (06 dezembro) da Comissão de Atividades Econômicas da ALESP. Os MITs recebem recursos anuais do governo do Estado para investimentos na infraestrutura turística.
Arbex explicou
que a prioridade da Secretaria é acelerar as análises com o fim de aumentar o lote de pareceres positivos da ALESP para que municípios se tornem MITs. Ele disse: "Os que não forem possíveis para esse ano, serão priorizados a partir de janeiro, quando as análises dos materiais enviados deverão ser concluídas".
Segundo o
o presidente da Comissão de Atividades Econômicas, deputado Itamar Borges (PMDB), é importante que se tenha critério para o procedimento. Ele disse: "A Secretaria tem se organizado nessa questão em relação ao tempo de análise, estabelecendo um cronograma de trabalho e recebendo a demanda da ALESP". Para o deputado Sebastião Santos (PRB) os MITs oferecem uma nova vida para as cidades.
Segunda-feira
(04/12), foi protocolado junto ao Gabinete do Governador do Estado de São Paulo, atendendo ao determinado pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Alesp, ofício acompanhado de cópia do Projeto de lei 687 de 15/05/22017, de autoria do deputado Itamar Borges (PMDB), visando a manifestação da Secretaria de Estado de Turismo acerca da classificação da de Jales como Município de Interesse Turístico (MIT).
A Comissão
de Constituição, Justiça e Redação solicita ainda que seja remetida a ALESP a referida análise e indicação, de forma conclusiva, se o município de Jales cumpre todos os requisitos legais necessários para que possa ser classificado como município de interesse turístico, nos termos da Lei Complementar nº 1.261, de 2015.
Vamos ver se,
depois do pequeno entrevero acontecido em novembro passado, que fez o projeto de lei retornar à ALESP para algumas justificativas, agora o bonde ande sem problemas.

Palavras de Allan Kardec

 
Allan Kardec - As vicissitudes da vida são sempre a punição das faltas atuais?

Os Espíritos - Não. Já o dissemos: são provas impostas por Deus, ou escolhidas por vós mesmos quando no estado de Espírito e antes da vossa reencarnação, para expiar as faltas cometidas numa outra existência. Porque jamais a infração das leis de Deus, e sobretudo da lei da justiça fica impune; se a punição não é feita nesta vida, será necessariamente em outra. É por isso que aquele que é justo aos vossos olhos vê-se frequentemente atingido pelo seu passado.  
 
O Livro dos Espíritos: Pergunta – 984
(Esta coluna tem o patrocínio e responsabilidade do Grupo Espírita "Chico Xavier", de Jales).


Taxa de juros cai para 7% ao ano, a menor desde 1986

Diante da melhora da economia brasileira e da queda da inflação, a diretoria do Banco Central (BC), em decisão unânime, optou por cortar os juros pela 10ª vez consecutiva. A taxa, agora, caiu para 7% ao ano – o menor nível desde 1986, quando o BC começou a calcular essa taxa. Para os brasileiros, isso significa mais emprego, mais crescimento e crédito mais barato. Esse novo cenário, com juros mais baixos, só foi possível depois de medidas que criaram condições para taxas menores. O teto dos gastos, o ajuste fiscal e outras medidas que reorganizaram a economia deram o espaço de que o Banco Central precisava para fazer esses cortes.

904 mil pacientes na espera por cirurgia: defasagem da Tabela SUS é um dos motivos

Segundo dados divulgados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), mais de 904 mil pacientes aguardam na fila de espera por cirurgias no Sistema Único de Saúde. As informações mostram que em alguns casos a espera já se estende há 12 anos, sendo que só no estado de São Paulo 153 pacientes aguardam há mais de uma década. O levantamento do CFM levou em consideração os dados de 16 estados do País e contabilizou apenas procedimentos eletivos: nome dado às cirurgias que não são caracterizadas como urgentes ou emergenciais. Dentre os destaques dessa lista estão as cirurgias de catarata (113.185), correção de hérnia (95.752), retirada da vesícula (90.275), varizes (77.854) e de amígdalas ou adenoide (37.776), que juntos somam metade da fila.

Além da necessidade de expansão da estrutura existente para as cirurgias, um dos principais motivos para o crescimento dessa demanda represada é a defasagem da tabela do SUS, instrumento do Ministério da Saúde que determina o valor pago pelo Governo aos hospitais e laboratórios por cada procedimento envolvido no diagnóstico e tratamento, inclusive nas cirurgias. O alerta é feito pela Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), entidade que representa os médicos patologistas, profissionais responsáveis pelo diagnóstico de uma gama extensa de doenças, especialmente o câncer.

"Quando falamos no efeito que a tabela defasada do SUS tem na fila de cirurgias eletivas, estamos nos referindo a toda uma cadeia de procedimentos, instituições e profissionais que não são remunerados adequadamente. A fila surge e cresce quando temos situações em que o valor baixo pago pelo governo gera prejuízo para os estabelecimentos de saúde, como se eles tivessem que pagar para realizar o trabalho. Com os laboratórios de patologia não é diferente", explica Clóvis Klock, presidente da SBP.

Entre as cirurgias responsáveis pelas maiores filas, o trabalho do médico patologista é indispensável após a retirada da vesícula, adenoide e amígdalas. Após cada uma dessas operações a peça cirúrgica deve ser encaminhada a um laboratório para ser analisada pelo patologista, que emite um laudo e dirá se existe ou não indícios de formações oncológicas. Essa rotina é fundamental para diagnósticos precoces de tumores.

"Os problemas começam quando temos uma tabela que não é atualizada há mais de cinco anos, sendo o último reajuste já abaixo da inflação, e que fixa um valor que chega ao máximo de R$ 24 por exame anatomopatológico. Vale ressaltar: esse não é o valor final que vai para o médico, mas o total pago aos laboratórios, os quais recebem, manuseiam e laudam esse material, utilizando insumos e uma série de processos custosos. A conta não fecha e os laboratórios, que não podem literalmente pagar para realizar o exame, optam por não realizá-lo", conta Klock.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Patologia, a fila para as cirurgias eletivas é apenas uma das pontas do grande iceberg causado pela defasagem da Tabela do SUS. Segundo ele, áreas como prevenção e diagnóstico precoce do câncer são minadas pela falta de uma remuneração adequada por parte do governo, gerando prejuízos incalculáveis em mortes e tratamentos custos, uma vez que iniciados tardiamente.

O principal 'case' que exemplifica essa falta de coerência é o popular Papanicolau. Esse exame é fundamental para evitar que a mulher desenvolva câncer de colo do útero, sendo capaz de poupar vidas e somas consideráveis com tratamentos.

"Ainda assim, o valor pago pelo SUS para esse diagnóstico vital é de impressionantes R$ 6,97. É dessa soma que deve sair o custo dos materiais de análise, de higiene e serviço do especialista, um preço muito abaixo do que o gasto total dos médicos. É por razões como essa que a Tabela do SUS precisa ser encarada como um dos principais obstáculos da saúde no Brasil", finaliza.


Sobre a SBP
Fundada em 1954, a Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) atua na defesa da atuação profissional dos patologistas, oferecendo oportunidades de atualização e encontros para o desenvolvimento da especialidade. Desde sua instituição, a SBP tem realizado cursos, congressos e eventos com o objetivo de elevar o nível de qualificação desses profissionais.

TRT da 15ª Região garante pagamento de R$ 124,48 milhões em acordos durante Semana Nacional da Conciliação

O esforço de magistrados e servidores do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região garantiu o pagamento de R$ 124,48 milhões durante a 12ª Semana Nacional da Conciliação. Foram 3.637 processos conciliados de 27 de novembro a 1º de dezembro, beneficiando 10.139 pessoas, números que habilitam a 15ª a disputar, pelo terceiro ano consecutivo, a primeira colocação do prêmio Conciliar é Legal. Vencida pelo TRT-15 nos últimos dois anos (2015, melhor TRT; 2016, critério absoluto), a premiação homenageia os tribunais que mais se destacaram durante o mutirão organizado nacionalmente pelo Conselho Nacional de Justiça.
 
"São números muito expressivos e, considerada a estagnação econômica do país, eles tornam-se ainda mais relevantes. Entretanto, tão importante quanto os valores pagos, é a resolução do conflito pela via negociada, atingindo assim a finalidade da Justiça, que  é a paz social", afirma o presidente do Tribunal, desembargador Fernando da Silva Borges.
 
Para o coordenador do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Disputas do TRT-15 (Nupemec), desembargador José Otávio de Souza Ferreira, os principais fatores que fazem o Regional se destacar nacionalmente durante a Semana são a qualificação permanente dos magistrados e servidores e a atuação proativa das varas do trabalho e dos Centros Judiciários de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejuscs-JT). "Oferecemos capacitações periódicas para que nossos mediadores sejam verdadeiros pacificadores sociais, para que consigam identificar e propor soluções para os sofrimentos retratados nos processos eletrônicos ou de papel", afirmou.
 
Durante os cinco dias da Semana, o TRT-15 mobilizou as equipes de 153 varas do trabalho, 10 postos avançados e 9 Cejuscs-JT. Foram realizadas 10.137 audiências.
 
Percentualmente, o destaque ficou com o Cejusc de 2º Grau, coordenado pela juíza Kathleen Mecchi Zarins Stamato e que obteve acordo em cerca de seis de cada dez tentativas de conciliação. Já em relação ao número de processos conciliados, o Cejusc da Circunscrição de Campinas, dirigido pela juíza Ana Cláudia Torres Vianna, terminou a Semana com 343 acordos.
 
Em valores pagos, o destaque foi o Cejusc de 1º Grau da Circunscrição de Araçatuba, que, sozinho, homologou R$ 15,31 milhões em acordos, sob a coordenação do juiz Clóvis Victório Júnior. "Para elaborar a pauta, intensificamos o diálogo com as partes e com as varas do trabalho. Além disso, fizemos uma atuação itinerante, passando por todos os municípios da circunscrição, com 40 audiências por dia, das 8h às 19h", explica o magistrado.
 
Outras novidades e destaques
 
Uma das novidades do TRT-15 nesta edição da Semana foi a inclusão de 200 processos em recurso de revista na pauta de audiências do Cejusc de 2º Grau, em uma ação conjunta da Presidência do Tribunal, por meio do Nupemec, e da Vice-Presidência Judicial (VPJ). Foram R$ 4,30 milhões pagos em conciliações em recursos de revista. "Com os resultados obtidos durante a Semana e no início de novembro, vamos, no próximo ano, criar o projeto ConciliaRR – Conciliação em Recursos de Revista –, para levar também aos Cejuscs de outros municípios essa bem sucedida iniciativa", explica o vice-presidente judicial do TRT-15, desembargador Edmundo Fraga Lopes, que trabalhou nas audiências ao lado da juíza Kathleen Stamato, do juiz auxiliar da VPJ, Renato Henry Sant'Anna, e da equipe de servidores da unidade.
 
Na 1ª Vara do Trabalho (VT) de São Carlos, uma audiência de conciliação conduzida pela juíza Cláudia Bueno Rocha Chiuzuli colocou fim a um conflito envolvendo 1.251 trabalhadores, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de São Carlos e Ibaté, e a fabricante de compressores herméticos Tecumseh do Brasil. Eles divergiam, desde 2014, sobre os pagamentos de adicionais noturnos. "Ganharam os trabalhadores, ganhou a empresa, ganhou a Justiça do Trabalho, enfim, ganhou a sociedade. Cada ator exercendo bem seu papel para a obtenção da pacificação social", concluiu a magistrada.
 
Outra unidade a se destacar foi a VT de Andradina, que, na Semana, somou R$ 6,62 milhões pagos a trabalhadores por meio de acordos.