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sábado, 22 de agosto de 2015

FOLHAGERAL, da redação

Mês
de agosto, não tem fama boa. Rima com desgosto e tem algo a ver com cachorro louco, dizem os antigos. E, conforme dizem outros, não é um mês salutar para os políticos.

Lá no
botequim da vila, as raposas comentam que o presidente do PPS, Juliano de Matos, foi influenciado para que forçasse a saída de Clóvis Viola do partido. A saída de Clóvis, segundo os analistas do botequim, abre caminho para o PPS em Jales se coligar com o DEM.

Após deixar
o PPS, o ex-vice-prefeito Clóvis Viola conversou com José Devanir Rodrigues (Garça) sobre sua filiação ao PMDB. Porém, quando foi informado de que a vaga de candidato a prefeito não estaria garantida, ele preferiu ficar em cima do muro.

Mas as
conversas dão conta de que o ex-pepesista estaria com um pé no PSD do ministro Gilberto Kassab, onde – dizem as fontes – poderia ter a vaga de pré-candidato a prefeito assegurada para 2016. Uma fonte ligada ao ministro, disse que ele foi convidado mas sem a garantia da vaga. Clóvis Viola já deixou claro que não veste a camisa de vice.

É preciso
 
saber se – depois daquela chamuscada de 2012, quando ele correu para os braços do PT acreditando numa ascensão eleitoral que o levaria à cadeira do prefeito – Clóvis Viola ainda tem votos pra queimar no pleito de 2016.

Quem
 
também pode ingressar no PSD, após uma conversa pessoal que terá com o ministro Kassab que estaria em Jales neste sábado, mas a visita foi adiada devido a vinda da presidente Dilma em Catanduva, é o prefeito Pedro Callado, cujo pensamento estaria mais voltado a obtenção de recursos para recape. Puro pragmatismo.

Na quarta-feira,
 
19 de agosto, a redação desta Folha enviou e-mail ao prefeito Callado para saber se confirmava ou não sua intenção de migrar para o PSD. Até o fechamento desta coluna, não houve resposta. Políticos se expressam com palavras e silêncios. Outras vezes, nada dizem com palavras e silêncios. O bom observador tem que ser esperto.

Falando
em filiações, Antonio Rodrigues da Grela Filho, o Da Lua, pode ingressar no PMDB, mas sem compromisso de ser candidato. Até 03 de outubro, as especulações vão estar fervendo. Muitas vezes, a política é mais imprevisível do que futebol.

O prefeito
Callado foi a São Paulo, na semana passada, pedir recursos ao secretário estadual da Habitação, Rodrigo Garcia. Ouviu do secretário que, devido às dificuldades financeiras do Estado, o pedido de R$ 1 milhão para recape de conjuntos habitacionais seria no momento inviável. Jales entraria da lista de espera.

O presidente
do PT jalesense, Luis Especiato, disse que o seu partido vai de candidato próprio ao pleito municipal no ano que vem. Especiato pode ter percebido que, andar na garupa de outros partidos, torna-se um vício e não traz benefícios eleitorais.

Analistas
os políticos, lá do botequim da vila, são de opinião que o prefeito Callado, fazendo seis meses à frente do Executivo, está entrando na fase de uma possível perda de apoio político. Para eles, Callado pecou em não formar uma equipe de assessores com maioria tucana e não levá-los a ocupar pastas essenciais, bem como em se cercar de pessoas que na campanha eleitoral estiveram do outro lado da sua campanha. Em Jales, o povo tem perfil político um tanto conservador e refuga certas parcerias.

Outro
 
deslize político do prefeito Callado, na opinião daqueles analistas do botequim da vila, foi não ter se esforçado para a realização dos Jogos Regionais em Jales. Disse que não havia recursos e com isso caiu no desagrado dos comerciantes e lojistas, que esperavam o evento firmado entre a ex-prefeita Nice e o governador Geraldo Alckmin para faturar. O prefeito de Penápolis realizou os Jogos e recebeu os parabéns do tucanato lá de cima.

Nem
 
mesmo os Jogos Regionais do Idoso (Jori) em Jales conseguiu apagar a má impressão junto à comunidade pela não realização dos Jogos Regionais. Dizem que, com ou sem dinheiro, uma conhecida ex-prefeita colocaria os Jogos em campo de sua cidade.

Na segunda feira,
17 de agosto, o presidente do PPS jalesense, Juliano Matos, fez uma visita de cortesia ao prefeito Pedro Callado. Esteve presente também o chefe de gabinete, Ivan Bertucci. O pepesista Juliano Matos transmitiu ao prefeito " a disposição de seu partido na luta pelas causas de interesse da cidade". Durante a visita, deveria ter apresentado algo viável de benefício para Jales. Uma sugestão ou uma dica, pelo menos.

O deputado
 
estadual André do Prado (PR), candidato dos quatro votos em Jales no pleito passado, está sendo o mais requisitado pelas causas do município na Assembléia Legislativa. O vereador Tiago Abra (SDD) esteve com o parlamentar para solicitar liberação de R$ 250 mil para recapeamento asfáltico. Já dava para recapear a Rua São Paulo, que se encontra abandonada desde há muito tempo, mas merece a mesma atenção das outras ruas.

Pois é,
a tucanada que apoiou a deputada Analice Fernandes (PSDB) com unhas e bico, e até se vangloriou de ter lhe dado mais de 10 mil votos, agora chora as pitangas. O bando se sente abandonado pela emplumada parlamentar. Falta de fraternidade.

Estudo aponta Correios como sétima empresa mais sustentável do Brasil

Os Correios foram considerados a sétima empresa mais sustentável do Brasil, segundo o estudo Monitor de Sustentabilidade Corporativa 2015, realizado pela empresa MarketAnalysis — especialistas em sustentabilidade corporativa e em pesquisas com consumidores e com conteúdos desenvolvidos em parceria com o Instituto Brasileiro do Consumidor, o IDEC, e com a consultoria Ideia Sustentável.
A edição 2015 da pesquisa, em que os Correios figuram pela primeira vez, ouviu mais de 800 brasileiros sobre sua percepção do mundo empresarial. O levantamento é realizado anualmente há mais de uma década, por meio de entrevistas com adultos entre 18 e 69 anos, de nove capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Goiânia e Brasília.
Empresa pública e agente do governo federal, os Correios desenvolvem diversas ações sociais e ambientais em todo Brasil, como forma de retribuição à sociedade. Entre essas ações, estão o Papai Noel dos Correios, o Correios Solidariedade Expressa, o EcoPostal e o Concurso Internacional de Cartas. Para conhecer todas as ações socioambientais realizadas pelos Correios, acesse o site da empresa.

Estudo aponta Correios como sétima empresa mais sustentável do Brasil

Os Correios foram considerados a sétima empresa mais sustentável do Brasil, segundo o estudo Monitor de Sustentabilidade Corporativa 2015, realizado pela empresa MarketAnalysis — especialistas em sustentabilidade corporativa e em pesquisas com consumidores e com conteúdos desenvolvidos em parceria com o Instituto Brasileiro do Consumidor, o IDEC, e com a consultoria Ideia Sustentável.

A edição 2015 da pesquisa, em que os Correios figuram pela primeira vez, ouviu mais de 800 brasileiros sobre sua percepção do mundo empresarial. O levantamento é realizado anualmente há mais de uma década, por meio de entrevistas com adultos entre 18 e 69 anos, de nove capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Goiânia e Brasília.

Empresa pública e agente do governo federal, os Correios desenvolvem diversas ações sociais e ambientais em todo Brasil, como forma de retribuição à sociedade. Entre essas ações, estão o Papai Noel dos Correios, o Correios Solidariedade Expressa, o EcoPostal e o Concurso Internacional de Cartas. Para conhecer todas as ações socioambientais realizadas pelos Correios, acesse o site da empresa.

Cidades Co-irmãs Brasil Japão: projeto encaminhado a Tókio

O prefeito Pedro Callado Moraes recebeu em seu gabinete o empresário Toshiro Sakashita acompanhado pelo professor Coji Hamanaka, oportunidade em queapresentaram ao chefe do executivo um amplo relatório contendo informações sobre a história, tradições, posição geográfica e potencialidades do nosso município. O documento servirá de base para que a prefeitura possa firmar um convênio denominado "Cidades Co-irmãs" com o Japão.

O projeto foi elaborado por Coji, que é coordenador pedagógico do COC/Unidade Castilho Santos e traduzido para o inglês pelo professor Edilson Borghi.

O prefeito, por meio de oficio também lavrado em língua inglesa, encaminhou toda documentação para a CLAIR Council of Local Authoritis For InternaciolRelations, localizada em Tókio para providências cabíveis.

Por final, Toshiro solicitou ao prefeito, para que encaminhe cópia de toda documentação ao Consul Geral do Japão em São Paulo, Noriteru Fukushima, pedindo o seu apoio para viabilização do projeto.

Jales recebe Jakob, novo intercambista do Rotary










 
Chegada de Bia ao México;
Jakob Soja , ao centro, sendo recepacionado por rotarianos e,
Chegada do dinamarquês Jakob é aguardada por rotarianos


O Rotary Club de Jales "Grandes Lagos" recepcionou nesta quarta-feira, 19 de agosto, o jovem dinamarquês Jakob Soja, que residirá durante um ano em nossa cidade, ficando hospedado com três diferentes famílias e irá frequentar uma escola de ensino médio.
Na emana passada, a jovem Beatriz Amaral embarcou para o México, onde também residirá durante um ano e frequentará uma escola de ensino médio.
Na segunda-feira, 24 de agosto, a jovem Ana Carolina Ale estará embarcando para a França, onde também residirá por um ano e frequentará uma escola de ensino médio.
Ambas foram patrocinadas pelo Rotary Club de Jales "Grandes Lagos".
Desejamos que as duas intercambistas tenham um excelente ano, repleto de novas experiências e muito aprendizado sobre a cultura, costumes, hábitos e como consequência o idioma.
O Rotary Club de Jales "Grandes Lagos" dá as boas vindas ao jovem Jakob Soja, e deseja muito sucesso durante sua estadia em Jales.


Curso de Decoupage é concluído em Urânia




 
O Centro de Referência da Assistência Social - CRAS de Urânia, com o apoio da Prefeitura Municipal realizou na sexta-feira, 15 de agosto, o encerramento do curso de Decoupage ministrado pela professora Solidete Lurdes Munhoz Gilbertone.
A professora explica que a decoupage é uma das técnicas mais populares de artes decorativas e tem as suas origens na arte que era realizada nos antigos túmulos da Sibéria, mas há vários séculos que também é praticada pelos povos do Japão, China, Itália, França, Alemanha e Polônia. Fácil de executar e econômico, a decoupage transforma qualquer objeto vulgar, numa peça de arte instantânea, perfeita para decorar qualquer recanto da casa.
A decoupage é a arte de cobrir um objeto com recortes de papel (jornais, revistas, postais, fotografias, guardanapos, imagens impressas via computador, papel de embrulho, papel de parede...) que são simplesmente colados sobre o mesmo com recurso a cola normal ou específica para decoupage o resultado final é um objeto que parece ter sido pintado à mão.
Fácil e divertido de executar, a decoupage é uma forma de arte econômica e ideal para rejuvenescer velhos objetos ou conservar papéis importantes, diversos tipos de materiais podem ser usados para realizar essa atividade como: molduras, caixas de madeira, capas de livros, agendas ou diários, vasos, jarras, latas, frascos, velas, pratos, tabuleiros, cadeiras, mesas, prateleiras, candeeiros, almofada...
O objetivo é aproveitar imagens bonitas e utilizar a decoupage para as transpor de forma decorativa em peças que vão ganhar uma nova vida, o resultado final é surpreendente.
O curso contou ainda com a participação de aproximadamente 19 beneficiárias dos programas sociais , e foram acompanhadas pela equipe técnica do CRAS semanalmente .
Além da equipe do CRAS esteve presente no encerramento o Gestor Municipal Luís Henrique Messias, a Coordenadora da Assistência Social Izenir Lima Gavioli, e o Vereador e Presidente da Câmara Municipal Odair Bezerra Dias. Ao término do Curso as participantes ganharam um porta joias e uma bandeja, pintadas pelas próprias alunas, e o certificado de conclusão do curso.

O Cras agradece a participação de todos e espera ter atingido os objetivos de caráter continuado com as famílias promovendo a prevenção da ruptura dos vínculos familiares, do acesso e usufruto dos direitos, desenvolvimento de potencialidades e aquisições das famílias e contribuindo na melhoria da qualidade de vida. (Cras de Urânia)

O cantador Luiz Vieira fala de fé e emoção no Ensaio

Poeta, cantador e mestre da música popular, o pernambucano de Caruaru, Luiz Vieira é o convidado do Ensaio, que vai ao ar neste domingo (fotos Jair Magri/divulgação)




 
Luiz Vieira tem uma vasta história de vida artística, que ele relata durante o programa. Mas,
antes de se tornar músico, fez alguns trabalhos diferenciados, como ser guia de cego. "Fui guia de cego de apontar, aquela que aponta para quem dá a boa esmola... Fui guia de um cego paraibano e ia almoçar todos os dias no Hotel Glória (RJ). É que o filho dele era chefe de cozinha do hotel".

Com sua herança cultural nordestina, Vieira conta como são algumas festas folclóricas e tradições regionais, como a Festa de Reis e os "benditos", que são canções para chamar chuva em época de seca. Para explicar, ele entoa uma "bendita". O cantor fala sobre seu grande sucesso, Menino de Braçanã, e como foi compor a primeira música para Pery Ribeiro, Inteirinha, a pedido da mãe, Dalva de Oliveira. "Tenho uma grande saudade dele. Hoje, estou vivendo cheio de saudades pela minha idade", diz.

Luiz Vieira revela que sua maior emoção na vida foi sentida em 1953, durante o programa que fazia na TV Record. "Quando eu cantei, dez mil pessoas cantaram ô ô ô ô ô juntas... Quase desmaiei. Muito mais importante que qualquer cachê é a resposta cantada do público".

A fé é aliada na vida do músico, que foi batizado por um Monsenhor. "A fé é a maior força invisível que uma pessoa pode ter. Quando tenho um grande problema, digo para o grande problema que eu tenho um grande Deus" Com a clássica canção Menino Passarinho, de sua autoria, e acompanhado por Reynaldo Rayol ao violão, Luiz Vieira se despede do programa.

Relação bipolar, por Flávio Carvalho

 
Por muito tempo a medicina e a psicoterapia preocupou somente com os indivíduos. Se alguns indivíduos apresentavam qualquer problema psíquico e procuravam ajuda, o medico ou o terapeuta procurava encontrar o paciente real, ou seja, aquele que apresentasse a patologia, se esquecendo ou ignorando por completo a família, como se aquele paciente real não mais pertencesse a uma família, ou como se ele não fosse mais retornar ao âmbito familiar. Se todos os membros de uma família precisassem de terapia, eles eram atendidos individualmente, cada um com um terapeuta particular, ou seja, eram desmembrados de suas famílias, era uma relação exclusivamente bipolar, terapeuta-paciente.

Mister se faz hoje em dia que toda a família participe do processo terapêutico. Os parentes devem participar de todo o processo, inclusive do diagnóstico, contribuindo assim para o sucesso do tratamento. Os familiares devem participar ostensivamente de todo o processo terapêutico, não como se estivessem recebendo ajuda, mas sim como colaboradores do médico no tratamento. Este modelo não é aceito pela maioria dos terapeutas, que defendem a idéia de que os parentes só atrapalham, que os parentes muitas vezes são neuróticos e problemáticos, e isto pode prejudicar o processo terapêutico. Pode até ser que em certo momento do tratamento se faça necessário se trabalhar somente com o indivíduo sozinho, mas de maneira alguma o médico ou terapeuta deverá se esquecer da família deste indivíduo. Este indivíduo está em família ou estará retornando a uma família ao termino do tratamento. Definitivamente a família deve participar de todo o processo, podendo assim melhor acolher e ajudar este indivíduo na sua recuperação. Vale a pena assinalar que muitas vezes a família está mais doente do que o indivíduo que está em tratamento. Isto é muito comum acontecer com as crianças, na maioria das vezes os problemas da criança são os pais. A criança na maioria das vezes não têm demanda, os problemas estão nos pais, na família, na escola, com os professores. Por isso toda a família deve ser convidada a se juntar ao processo terapêutico, a fazer parte ativamente do mesmo.

Muitos são os médicos ou terapeutas que preferem tratar apenas do indivíduo, pois consideram a estrutura familiar muito complexa, muito mais difícil de lidar, seria muito mais fácil tratar de apenas um indivíduo do que de muitos, seria mais fácil lidar com a transferência de apenas um indivíduo do que de vários. Mas se esquecem eles, que estes indivíduos possuem uma família, estão inseridos em uma ou estarão voltando para uma ao termino do tratamento. Faz-se necessário trabalhar com esta família para que a mesma saiba lidar com este indivíduo durante o tratamento, ou preparando a família para receber este indivíduo após o tratamento. Podemos citar como exemplo os alcoólatras, não são raros os casos daqueles que tentam parar ou conseguem parar de beber e que voltam a beber por puro descuido da família, que despreparadas acabam reintroduzindo o álcool novamente na vida destes indivíduos, seja no preparo de pratos culinários que levam bebida alcoólica no seu preparo, ou até mesmo em inocentes festas, comemorações onde servem bebidas alcoólicas aos convidados, ou mesmo bebendo perto destes indivíduos. Se toda a família não participar deste processo de recuperação de um alcoólatra ou droga-adicto será quase impossível ele conseguir este intento sozinho.


*Flávio Rodrigo Masson Carvalho
equilibriumtc@hotmail.com

Clinicas de cirurgias plásticas agora é a nova tendência entre os idosos

Ao passar dos anos, ficamos mais vaidosos e preocupados com a nossa aparência, afinal, quem é que não quer sempre zelar aquela imagem jovem, ou talvez, aparentar ter 10, 15 anos a menos do que realmente tem ?

A terceira idade já está aderindo a esse conceito e mudando a linha visionária, de que fazer cirurgias plásticas era só para os jovens. Porém, existem certos cuidados que o cirurgião deve comunicar aos seus pacientes.

De acordo com o IBGE, o número de pessoas com mais de 65 anos deve ser de 58,4 milhões e expectativa de vida deverá passar de 75 anos para 81 em 2060. Ao ver esses resultados, acredita-se que o aumento de pacientes acima dos 60 anos devem aumentar nas clinicas cirúrgicas, pois de acordo com o cirurgião Luis Wanna, este cenário mostra que as cirurgias plásticas podem ser uma forma de resgatar a autoestima de pessoas mais velhas. ‘’Os motivos para as buscas variam, uns desejam manter-se no mercado de trabalho, outros buscam novos parceiros e se sentirem mais atraentes’’, conta o cirurgião Wanna.

Mas para enfrentar a mesa cirúrgica não basta ter a coragem e o real consentimento do que dever ser mudado no corpo, pois os riscos de uma cirurgia em pacientes idosos são mais sérias e complicadas. ‘’Na hora de fazer os exames pré- operatórios, realizamos uma análise mais aprofundada da saúde do paciente, como a realização do teste ergométrico e do Holter. Se o paciente estiver saudável e a cirurgia for compatível com as condições clínicas dele, podemos fazer o procedimento. " Explica o cirurgião

Já na recuperação, existem também certos tipos de cuidados. ‘’No paciente da terceira idade as células são mais lentas, o resultado final demora mais para aparecer, mas a cicatriz fica mais fina, pois a pele é fina, o que esteticamente resulta em uma cicatriz mais bonita.’’, finaliza doutor Wanna.

Dr. Luiz Anízio Wanna ( cirurgião plástico) é Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.Sócio Fundador do Instituto Wanna, formado na Faculdade de Medicina de Vassouras no Rio da Janeiro.

Dentes do siso: extração é melhor conduta?

Entre 18 e 24 anos costumam surgir os dentes do siso, popularmente conhecidos como "dentes do juízo". Até bem pouco tempo, a extração era o destino de todos eles. Na última década, entretanto, novas orientações transformaram a rotina dos cirurgiões-dentistas. Se a erupção do dente foi completa, se ele está saudável, bem posicionado e ainda oferece condições de boa higiene bucal, deve ser preservado.

Na opinião do cirurgião-dentista Artur Cerri, diretor da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas), o grande problema que ainda persiste em relação ao dente do siso (terceiro molar) é que, na maior parte dos casos, ele não conta com espaço suficiente para nascer e completar a erupção num ângulo ideal. "Há casos em que ele permanece completamente escondido sob a gengiva – muitas vezes, em posição horizontal. Também pode acontecer de ele emergir parcialmente, nascendo apenas uma pontinha do dente do siso. Isso pode resultar num problema de grandes proporções no futuro, já que o paciente não terá condições de fazer uma higiene ideal e as chances de o acúmulo de bactérias levar a uma infecção são grandes".

Cerri revela que, ao contrário de quando a raça humana dependia de dentes molares para triturar alimentos crus, a dieta de hoje em dia – com acesso abundante a alimentos processados – dispensa esse tipo de esforço extra. Mesmo assim, somente se justifica extrair o dente do siso em caso de dor, repetição de infecção – com risco de perda do segundo molar também –, presença de cistos ou tumores, gengivite ou cárie profunda. "Cabe ao cirurgião-dentista avaliar bem seu paciente e, em comum acordo, diante de todas as consequências, tomar a decisão pela extração ou não".

O especialista explica que a conduta já ultrapassada, de extrair todo e qualquer dente do siso, aumentou agressivamente na década de 50 por conta do acesso aos antibióticos e a equipamentos elétricos. Entretanto, novas diretrizes fizeram com que despencasse o número de extrações desde o início dos anos 2000. "Trata-se de um procedimento doloroso para o paciente, com tempo de recuperação que pode levar até três semanas e necessidade de fazer uso de medicamentos potentes no pós-operatório. Sendo assim, a extração do siso tem de ser muito bem indicada. Por outro lado, há descuidos que levam a uma infecção não só do dente do siso como do molar ao lado e, inclusive, à lesão do nervo naquela região da mandíbula. Nesses casos extremos, o paciente pode chegar a perder a sensibilidade do lábio". Fonte: Prof. Dr. Artur Cerri, cirurgião-dentista, diretor da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas) – www.apcd.org.br

Laboratório da UFSCar recruta bebês para pesquisa sobre o início do caminhar

O Laboratório de Análise do Desenvolvimento Infantil (LADI), do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), está recrutando bebês com idade entre nove e 10 meses, prematuros e nascidos a termo, para a realização de uma pesquisa sobre o início do caminhar. O objetivo do estudo é avaliar os desenvolvimentos – motor, cognitivo de linguagem e sensorial – e o caminhar dos bebês durante o período de aquisição da marcha e, assim, investigar se há diferenças entre a população de bebês prematuros e aqueles nascidos a termo.

A pesquisa está sendo realizada pela aluna de doutorado Mariana Martins dos Santos, do Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia (PPGFt) da UFSCar, sob orientação da professora Nelci Adriana Cicuto Ferreira Rocha, do DFisio. Segundo Mariana, as avaliações são feitas por fisioterapeutas e podem acontecer nas casas dos bebês ou no próprio DFisio, de acordo com a preferência dos pais ou cuidador. "A pesquisa consiste na aplicação de uma escala de avaliação, em que o fisioterapeuta leva os brinquedos necessários para a criança interagir e executa as tarefas propostas por essa escala. Também é realizada uma entrevista com pais ou cuidador para coleta de dados do nascimento e hábitos e preferências dos bebês", explica a aluna. Toda esta avaliação tem duração de aproximadamente 1h30 e pode ser dividida em dois dias – um para avaliação com a criança e outro para entrevista, caso os pais assim desejarem.

Segundo Mariana, após essa avaliação, a pesquisadora manterá contato com a família e as avaliações são repetidas no período em que a criança começar a andar para acompanhar o processo. "Depois de toda a análise, enviarei um relatório detalhado das avaliações da criança e a família será orientada caso algum atraso seja identificado", ressalta.

A avaliação é gratuita e os interessados em participar da pesquisa podem entrar em contato com a pesquisadora pelo email mari.santos.fisio@gmail.com ou pelos telefones (16) 3306-6709 e (16) 98158-7477. O recrutamento de bebês será realizado até dezembro de 2015. Mais informações podem ser solicitadas à pesquisadora por estes mesmos contatos

Basquete de Jales volta a vencer na Liga Regional


Após um bom início na competição, a equipe de basquete de Jales que disputa a V Copa Monte Líbano/Liga Regional de Basquete, composta por somente por atletas "pratas da casa", que até a sexta rodada do torneio apresentava um retrospecto de três vitórias e três derrotas, permeando a metade da tabela, com vistas à disputa do título, começou a sofrer baixas com lesões de vários de seus atletas (veja quadro abaixo), que acabou por refletir nos resultados dos jogos seguintes.

As três últimas rodadas haviam sido bastante frustrantes à equipe, que perdeu os confrontos com Mirassol, Lins e Fernandópolis.

E foi tentando quebrar justamente esta sequência ruim que a equipe voltou à quadra neste último domingo, dia 16 de agosto, para enfrentar uma das anfitriãs do torneio, a equipe do Monte Líbano B. Para tanto, levou consigo parte dos atletas, mesmo lesionados, para motivarem os que tinham condição de jogo e que compuseram o elenco da equipe para este confronto. E a tática deu certo.

Após um início de jogo bastante truncado, com forte marcação em ambas defesas, o primeiro quarto da partida terminou empatado em 11 pontos.

No segundo quarto, a equipe de Jales, tentando buscar a vitória a qualquer custo, acabou por se desorganizar em quadra, apresentando um ataque que não fluía direito e uma defesa que permitia ao adversário pontuar. Resultado: converteu 10 pontos e sofreu 19 pontos, fechando o primeiro tempo da partida em 30 a 21 em favor da equipe riopretense.

Para o início do terceiro quarto, a equipe de Jales voltou à quadra determinada a virar o placar e, para tanto, imprimiu uma defesa muito forte, marcando o adversário desde a saída de fundo-bola. A forte defesa deu resultado: até a metade do quarto, somente a equipe jalesense pontuou e conseguiu virar o placar a seu favor. Ao final do terceiro quarto, o placar apontava 23 para Jales, contra 14 do adversário.

O último quarto começou bastante disputado e seguiu-se assim até próximo ao seu final, quando a equipe de Jales conseguiu se impor mais em quadra, dominando os rebotes defensivos e convertendo seus ataques, anotando 17 pontos e permitindo que o adversário convertesse 14, resultando, ao final do jogo, em um placar de 61 a 57 em seu favor.

Com a vitória, a equipe assumiu a 8ª posição dentre os 12 times da competição e só depende de si para se classificar para a disputa do título da série prata da competição (5º a 8º lugares). Para tanto, terá que, obrigatoriamente, derrotar a equipe de Cedral em seu último confronto, agendado para o dia 13 de setembro.

No confronto de domingo, 16, jogaram e pontuaram: Thiago Silva (18), Tiago Dan (11) Fernando Manfrin (09), Fábio Galan (08), Oswaldo Santos (08), Renato Silva (04), Allan Oliveira (03) e Luiz Maximiano.

Urânia ganha duas medalhas no Jori e classifica atletas para o JAI em Campinas







 
Atletismo, Bocha, Malha, Voleibol Adaptado, Dama, Dominó e Buraco foram as modalidades em que o município de Urânia esteve representado nos 19° Jogos Regionais do Idoso (Jori) realizado de 13 a 16 de agosto, em Jales e contou com a participação de delegações de 42 municípios. Na classificação geral, o município de Urânia ficou em 20° lugar
Urânia esteve representada por 60 atletas e conquistou ao final da competição duas medalhas de prata nas modalidades Buraco com a Zulmira Yaguiu e Dalva Nogueira, e no atletismo pela corredora Dona Waki na prova de 600 metros. As medalhistas estão classificadas para os Jogos Abertos do Idoso - JAI 2015 que serão realizados em Campinas de 7 a 11 de outubro.
A primeira-dama Marinete Munhoz\ Borges Saracuza, que esteve presente ao evento acompanhado e apoiando os atletas uranienses disse que ficou feliz com a participação de Urânia na competição e "quero parabenizar e agradecer a todos os participantes que tão bem representaram Urânia, como também a Comissão Técnica que honraram e abrilhantaram o nome de nosso Município".

Bons frutos, por Adelvair David

 
Reclama o homem a sua liberdade, a de fazer e expressar-se como bem entende e de assim ser respeitado.

É necessário analisar com cuidado este pensamento, pois que, o homem tende a conduzir para os seus interesses tudo o que lhe massageia o orgulho e a vaidade.

A mediocridade costuma erguer um altar de culto a si mesma, acredita-se na direção certa e expõe-se a situações que podem trazer grandes comprometimentos futuros, assim, onde deveria haver satisfação colhe-se aborrecimentos e rechaços. No templo, em Delfos, a inscrição conhece-te a ti mesmo traduz uma das sagradas virtudes a se alcançar, o autoconhecimento.

Asseverou Jesus que: "uma arvore má não pode produzir bons frutos". Antes de enveredar-se pelos caminhos que a ambição propõe melhor refletir se já se está capacitado ou se se possui o carisma que a posição almejada exige, do contrário, as reações, muito naturais das pessoas e os insucessos, mergulharão o candidato num clima de dissabores e desentendimentos.

Geralmente, aquele que não possui as qualidades ideais para este ou aquele empreendimento pessoal, sente-se perseguido pela opinião alheia, acha sempre que todos ou alguns estão contra seus desejos, lhe boicotando a caminhada. Mesmo que assim seja, é prudente não se lançar a qualquer realização antes de meditar, refletir... É muito comum que para que a árvore produza ela sofra "antes" a poda, para que os novos ramos surjam com todo o vigor e o viço necessário, e possam suportar o peso dos possíveis frutos que virão. Galhos velhos e defeituosos não aguentam o peso do desafio que os frutos propõem.

Por isso, pessoas despreparadas não suportam críticas e não possuem valores suficientes para manterem de pé o que estão tentando construir. Ao espelhar-se em quem está a caminho e acertando, bom lembrar que ao desejar imitar os seus feitos, não se lhe pode copiar os bons sentimentos. A sinceridade de propósitos e a verdade nas ações é que estão dando vida ao que eles estão produzindo.

Melhor trabalhar e aguardar o tempo próprio para florescer, pois ser livre não é atirar-se a fazer de tudo, mas a fazer bem e melhor o que se está fazendo, para que a vida propicie novos convites ao candidato ao sucesso.

EXEMPLIFICANDO A VERDADEIRA GRANDEZA, JESUS SE FEZ PEQUENO, SIGAMO-LO.
www.addavid.blogspot.com

Editais de Proclamas de casamento

Rosimeire Ensides Tomazeli, Oficial Interina do Registro Civil das Pessoas Naturais e de Interdições e Tutelas da Sede da Comarca de Jales, Estado de São Paulo. FAZ SABER que pretendem casar-se e apresentaram os documentos exigidos pelo artigo 1.525 do Código Civil Brasileiro.

ADRIANO AGASSI BUSTAMANTE e JULIANA MARIA MUNCUSO. ELE, natural de Jales, deste Estado, nascido aos 10 de outubro de 1.981, motorista, solteiro, residente e domiciliado nesta Cidade, filho de Joaquim Forte Bustamante e de Iracema Agassi Bustamante. ELA, natural de Jales, deste Estado, nascida aos 20 de junho de 1.982, professora, solteira, residente e domiciliada nesta Cidade, filha de Aparecido Roberto Mancuso e de Maria Rondon Mancuso.

VAGNER PASCOAL ZULIM e THAIS VIEIRA DE SOUZA. ELE, natural de Jales, deste Estado, nascido aos 10 de abril de 1.977, gerente administrativo, solteiro, residente e domiciliado nesta Cidade, filho de José Zulim e de Ana Aurora Olívio Zulim. ELA, natural de Varzea Grande, Estado de Mato Grosso, nascida aos 28 de junho de 1.992, cabeleireira, solteira, residente e domiciliada nesta Cidade, filha de José Guilherme de Souza e de Valdenira Vieira.

EDUARDO ZAGOLIN BRAGUETTI e CAMILA LAURIE DA SILVA. ELE, natural de Jales, deste Estado, nascido aos 21 de agosto de 1.991, cirurgião dentista, solteiro, residente e domiciliado nesta Cidade, filho de Paulo Eduardo Braguetti e de Cláudia Cristina Zagolin Braguetti. ELA, natural de Jales, deste Estado, nascida aos 16 de junho de 1.987, secretária, divorciada, residente e domiciliada nesta Cidade, filha de Carlos Maria da Silva e de Roselene Clemira Vieira da Silva.

ALEX SANDRO LOPES PEREIRA e KEILA LEYR ALVES GARCIA. ELE, natural de Mauá, deste Estado, nascido aos 16 de agosto de 1.978, líder de sessão, viúvo, residente e domiciliado nesta Cidade, filho de Claudio Pereira e de Maria de Fatima Lopes Pereira. ELA, natural de Cassilândia, Estado de Mato Grosso do Sul, nascida aos 23 de janeiro de 1.984, líder de sessão, solteira, residente e domiciliada nesta Cidade, filha de Aparecido Alves da Silva e de Cleuza Gonçalves Garcia.

TIAGO CÉSAR TORRESAN e MARIANE BOLDRINI DONDA. ELE, natural de Araçatuba, deste Estado, nascido aos 04 de maio de 1.988, sub gerente, solteiro, residente e domiciliado nesta Cidade, filho de Moacir Torresan e de Aparecida Maciel Torresan. ELA, natural de Jales, deste Estado, nascida aos 08 de junho de 1.992, farmacêutica, solteira, residente e domiciliada nesta Cidade, filha de Edilson Gilberto Donda e de Silvia Colombo Boldrini Donda.

ALMIR ANTÔNIO DA SILVA e GILZA ADRIANA BORGES DE ALMEIDA. ELE, natural de Aspásia, deste Estado, nascido aos 29 de agosto de 1.982, mecânico, solteiro, residente e domiciliado nesta Cidade, filho de Antônio Aleixo da Silva Filho e de Clementina Furini da Silva. ELA, natural de Paranaíba, Estado de Mato Grosso, nascida aos 02 de janeiro de 1.975, autônoma, divorciada, residente e domiciliada nesta Cidade, filha de José de Almeida e de Lázara Borges de Almeida.

EVERTON APARECIDO AUGUSTINHO e LAYS DE FÁTIMA GASPARETI. ELE, natural de Jales, deste Estado, nascido aos 10 de outubro de 1.987, mecânico, solteiro, residente e domiciliado nesta Cidade, filho de Osvaldo Augustinho e de Lucia de Paiva Augustinho. ELA, natural de Jales, deste Estado, nascida aos 18 de julho de 1.988, vendedora, solteira, residente e domiciliada nesta Cidade, filha de Wilson Gaspareti e de Neide Aparecida Borges de Lima Gaspareti.

SE ALGUÉM SOUBER DE ALGUM IMPEDIMENTO OPONHA-O NA FORMA DA LEI. LAVRO OS PRESENTES PARA SEREM AFIXADOS NO REGISTRO CIVIL E PUBLICADOS NA FOLHA NOROESTE, NESTA CIDADE DE JALES.

Rosimeire Ensides Tomazeli – Oficial Interina


Já passou da hora, por D. Demétrio Valentini

A situação nacional chegou a um ponto limite. Está mais do que na hora de acabar com querelas políticas, que nada contribuem para superar a crise econômica, que precisa ser contornada com urgência. O Brasil passa por problemas conjunturais, que agravam ainda mais a situação, e que precisam ser enfrentados com realismo e competência. Há muito tempo, por exemplo, que não se via uma escassez de água como a verificada no sudeste do país, fruto de uma seca prolongada, com fortes reflexos na vida do povo, que se vê na contingência de pagar caro pela água, além de precisar racioná-la rigorosamente.
Mas os efeitos da crise hídrica não se manifestam só na escassez de água potável. Ela se traduz também em crise de energia, que precisa de soluções alternativas, que custam mais caro, além do risco iminente de racionamento, que a situação já faz pressentir.
Sejam quais forem os problemas, com sua evidente complexidade, resulta ainda mais evidente a urgência de um amplo entendimento, que envolva todo o país, em todas as suas esferas, tanto na sociedade civil, como nas estruturas do Estado, comprometendo o Judiciário, o Legislativo e o Executivo, em todos os níveis, desde o federal até o local.
A hora é de entendimento, de diálogo, e de comprometimento. Chega de questionar o resultado das eleições, chega de pedir a renúncia dos governantes, chega de apelar para o impedimento da Presidente Dilma.
Nesta perspectiva é louvável a iniciativa da OAB e de outras entidades como a Confederação Nacional da Indústria, a Confederação Nacional da Agricultura e a Confederação Nacional do Comércio, além de outras organizações da sociedade civil, propondo uma "carta à nação", com sugestões para tirar a economia da crise, e combater a corrupção. A carta diz que "independentemente de posições partidárias, o Brasil não pode parar nem ter sua população e seu setor produtivo penalizados por disputas ou por dificuldades de condução de um processo político que recoloque o país no caminho do crescimento".
Com estas intenções, o movimento aponta saídas, como por exemplo, esta, de "dar força aos órgãos de investigação e ao Poder Judiciário para que a corrupção não siga como um empecilho para o desenvolvimento do país".
São apresentadas também sugestões para se evitar o desemprego e a recessão, com a insistência de se ter regras claras para estimular o investimento na infra estrutura, a ser feito em parceria com a iniciativa privada nacional e estrangeira.
Nestas circunstâncias, haveria clima mais favorável, para se empreender de vez uma reforma administrativa, com a finalidade de enxugar a máquina, para torná-la mais eficaz e menos onerosa.
O movimento não representa nenhum partido e vai criar um fórum permanente para dialogar com o governo e o Congresso.
Tudo para dizer que ainda é possível o diálogo e o entendimento amplo, em vista da superação da crise que precisa ser debelada a todo custo.


Como entender o significado do número das estradas brasileiras

Por Gustavo Henrique Braga
Com mais de 210 mil quilômetros de estradas pavimentadas e outros 1,3 milhão de não pavimentadas, de acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o Brasil tem diversas opções para os amantes das viagens sobre duas ou quatro rodas. Muitos não sabem, mas para não se perder neste emaranhado de caminhos que atravessam todas as regiões do país, o nome da estrada representa uma informação valiosa sobre o posicionamento do viajante no território nacional.

As "BRs" são as vias federais. O nome delas sempre vem acompanhado de mais três algarismos. O primeiro indica o tipo da rodovia e os dois seguintes definem a posição, a partir da orientação da estrada em relação à capital federal, Brasília, e aos limites norte, sul, leste e oeste. Assim, um viajante que trafega pela BR-101 sabe, automaticamente, que está em uma rodovia longitudinal (que cruza o país de norte a sul) – indicado pelo primeiro algarismo, 1 – e que está no ponto mais ao leste de Brasília indicado pelos dois números seguintes, 01.

O raciocínio funciona assim: as estradas que começam com o algarismo 0, como por exemplo a BR 040, são as que ligam Brasília ao interior do país (rodovias radiais) desenhando um círculo ao redor da capital federal. A numeração dessas rodovias varia no sentido horário. Já as estradas que começam com o algarismo 1 são as longitudinais. Entre essas vias, as que terminam com números entre 01 e 49 estão, em ordem crescente do litoral para o interior, a leste de Brasília enquanto de 51 a 99 estão a oeste da capital federal.

Há ainda as rodovias que cruzam o país em linhas horizontais (transversais), cujo primeiro algarismo é 2, como por exemplo, BR-230, BR 262 e BR 290. A lógica para os demais números é semelhante ao das rodovias longitudinais. O número de uma estrada transversal é 00 e 49, se a rodovia estiver ao norte da Capital, e entre 50 e 99, se estiver ao sul, em função da distância da rodovia ao paralelo de Brasília.

Outro tipo de rodovias são as diagonais, que começam pelo algarismo 3, como por exemplo BR-304, BR-324 e BR-364. Elas podem ser de dois tipos: orientadas na direção Nordeste para Sudoeste ou no sentido Noroeste para Sudeste. No primeiro caso, os dois números finais da rodovia variam, segundo números pares, de 00, no extremo Nordeste do país, a 50, em Brasília e de e de 50 a 98, no extremo Sudoeste.

Já no caso das diagonais orientadas na direção geral NE-SO a numeração varia, segundo números ímpares, de 01, no extremo noroeste do país, a 51, em Brasília, e de 51 a 99, no extremo Sudeste. Por fim, as rodovias de ligação iniciam pelo algarismo 4. Estas rodovias apresentam-se em qualquer direção, geralmente ligando rodovias federais, ou pelo menos uma rodovia federal a cidades ou pontos importantes ou ainda a fronteiras internacionais.

O terreno do relativo, por José Renato Nalini

 
Na Democracia pluralista, modelo adotado pelo Brasil, não há lugar para o absoluto. Para conviver é preciso transigir. A rigidez, a postura inflexível, leva a rupturas. Por que o caniço é preservado e o carvalho tomba com a tempestade?

Sei que esse discurso incomoda os preconceituosos. Aqueles que têm a única verdade, que são detentores da única sabedoria, os que não perdoam. Mas pagam o seu preço. Para os humildes, o espaço reservado ao convívio tem lugar também para a compreensão. Se vamos conviver, vamos respeitar as opiniões adversas. Mesmo que não concordemos com elas.

O que me leva a estas conjecturas é o drama carcerário do Brasil. Copiamos os Estados Unidos, mais uma vez, para prender todos os infratores. Como se a segregação fosse a única regra e a última opção.

Verdade que há aqueles que não podem sair da prisão. Mas o maior número, pela minha experiência, é daqueles que não podem ingressar nela. São Paulo tem mais da metade dos presos do Brasil. Não tem a metade da população brasileira. Algo de errado nisso? Precisamos meditar a respeito.

Visitei, na companhia do Corregedor Geral da Justiça, Des. Hamilton Elliot Ackel, do Desembargador Silvio Marques Neto, do Des. Otávio Toledo, de outros magistrados e interessados no problema, uma das instituições APAC em Minas Gerais. Ali me honrou com sua presença o Corregedor Geral da Justiça mineira, o Des. Luiz Audebert Delage, que acredita nessa proposta.

O Método APAC nasceu em São Paulo, fruto da inspiração de um homem exemplar, Mário Ottoboni. É baseado na crença de que o homem tem salvação. Vigorou durante algum tempo e produziu resultados. Mas foi detonado em seguida. Minas se valeu da nossa experiência e introduziu a metodologia com a qual está muito satisfeita.

Vale a pena o esforço para trazê-la de volta à origem. Vi em Pouso Alegre uma instituição na qual os reeducandos se sentem merecedores da dignidade prevista como imperativo na Constituição da República. Ouvi ali do Corregedor mineiro que "o homem é maior do que seu erro". Tem de ter uma chance de reinserção. Com a participação efetiva da sociedade, origem de uma geração de infratores cada vez mais novos.

Falhamos todos quando deixamos a família se desestruturara escola não cumprir com sua obrigação de fazer a criança e o jovem mais feliz e interessado em vivenciar valores como o trabalho, o empenho, o sacrifício, mas o convertemos em criatura robotizada, mais interessada em ganhar tudo gratuitamente, sem esforço, sem a menor participação pessoal.

Precisamos pensar em outras fórmulas de recuperação do ser humano que não a prisão como ela é hoje. Um depósito de seres humanos, suscetíveis de serem cooptados pela empresa que sobrevive da delinquência. É obrigação da sociedade dos bem pensantes, da lucidez brasileira, discutir estratégias de reinserção e de abrir oportunidades para quem delinquiu. Mas não perdeu a condição humana por causa disso. Em sua maioria, os infratores são jovens. Terão muito tempo pela frente. Precisam participar da construção de uma sociedade mais solidária e, se possível, fraterna. Esse o desejo da Constituição. Esse o ideal que só será utópico se não nos esforçarmos para convertê-lo em realidade.

*José Renato Nalini é presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo

Prefeitos se reúnem na Alesp e com o governador Alckmin

Mais de 200 prefeitos do Estado de São Paulo participaram, nesta quarta-feira, 19 de agosto, do movimento batizado de "Municípios Contra a Crise", realizado pela Associação Paulista de Municípios - APM, Associação dos Municípios da Araraquarense - AMA e demais associações regionais, na Assembleia Legislativa. Após o encontro na Assembleia, um grupo de representantes dos prefeitos reuniu-se com o governador Geraldo Alckmin, no Palácio dos Bandeirantes, para discutir as propostas aprovadas.

"O saldo foi muito positivo, principalmente por causa do compromisso do governador Geraldo Alckmin de orientar a bancada paulista, na Câmara dos Deputados, para não votar nenhuma proposta que venha onerar os municípios", declarou o presidente da AMA, Jurandir Barbosa de Morais (Jura), prefeito de Nova Aliança.

Em seu discurso na Assembleia, Jura convocou os prefeitos para continuar lutando em busca de uma solução para crise financeira que os municípios vêm enfrentando. "Vamos continuar lutando. A nossa missão, agora, é esclarecer a população das nossas cidades das dificuldades que estamos enfrentando e informar que a responsabilidade dessa situação é do Governo Federal", disse.

Entre as reivindicações definidas no encontro estão o pedido de aumento da cesta básica da Saúde e a regularidade na entrega, agilidade no repasse do ICMS e o pagamento dos convênios assinados pelo Governo do Estado.

O presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez afirmou que a casa está aberta e pronta para apoiar e legislar sobre os pleitos dos municípios. "Esta é uma legislatura que não tem medo de cumprir sua função, estamos mudando o conceito da Alesp, buscamos ser um centro produtor de ideias", enfatizou.

O deputado Itamar Borges, que foi prefeito de sua cidade natal, Santa Fé do Sul, por três mandatos reforçou a posição do presidente Capez. "Fui prefeito, enfrentei dificuldades e a situação do momento precisa ser enfrentada, com apoio e união. Contem com comigo e com todos os deputados da Assembleia Legislativa para atender as demandas e as reivindicações dos municípios", afirmou.

Marcos Monti, presidente da APM advertiu que a situação é ainda mais difícil para os municípios pequenos, onde a dotação orçamentária é menor. "Até as políticas de isenção fiscal como forma de estimular a economia dificultam a atuação dos municípios. A União abre mão de valores sem contar o impacto que este perda acarretará aos municípios", observou.

Mais de 200 prefeitos estiveram presentes no evento, que contou também com a presença do presidente da Alesp, Fernando Capez, do deputado Itamar Borges, do deputado Orlando Bolçone, além de outros deputados, representantes de entidades municipalistas, vice-prefeitos, vereadores, secretários municipais e lideranças municipalistas.

Reunião com o governador – Na reunião, realizada no início da noite de quarta-feira, com o governador Geraldo Alckmin, ficou acertado que o governo do Estado vai atender a solicitação de aumento da cesta básica da Saúde, bem como fazer o pagamento dos convênios,

Alckmin também se comprometeu a liderar a bancada paulista na Câmara dos Deputados para impedir a votação de qualquer proposta que possa onerar, ainda mais, os municípios.

A manifestação na Assembleia Legislativa e o encontro com o governador Geraldo Alckmin foram causados pela queda na arrecadação, mudanças federais e estaduais que aumentam os gastos públicos, atrasos em repasses, judicialização da saúde e ao não cumprimento, por parte do Governo Federal, do acordo firmado, ano passado, com o Movimento Municipalista, de aumento do repasse do FPM – Fundo de Participação dos Municípios.

Palavras de Chico Xavier

Pergunta - Chico Xavier, você tem inimigos?

Chico Xavier - Não tenho inimigos, propriamente considerando essa palavra, mas acredito que tenha muitas pessoas que passaram da amizade à indiferença para comigo quando compreenderam que eu não era a criatura dotada de qualidades que elas esperassem pudesse eu possuir. De modo que não tenho inimigos, mas tenho amigos que ficaram indiferentes quando viram que eu sou uma pessoa humana tão imperfeita quanto às outras.

Esta coluna tem o patrocínio e responsabilidade da  "Associação Espírita "Chico Xavier" de Jales.


Voleibol mirim de Urânia fica em 10° lugar nos Jeesp

Após ser campeã da Diretoria Regional de Esportes e Lazer (DREL) de São José do Rio Preto da 6ª Região Esportiva do Estado de São Paulo, a equipe uraniense de voleibol feminino (até14 anos) da E.E Prof. Akio Satoru, na categoria mirim, esteve representando a Escolinha Municipal de Voleibol de Urânia nos 79º Jogos Escolares do Estado de São Paulo – Jeesp, disputados entre os dias 6 a 15 de agosto na cidade de Lins (SP)

A representante da Diretoria Regional de Esportes e Lazer (DREL) de São José do Rio Preto durante o sorteio para a fase de classificação, a equipe uraniense caiu em um Grupo fortíssimo com representantes das cidades de Pindamonhangaba, Lins e Borborema, sendo desclassificada já na fase inicial.

Ao final da competição com a equipe E.E Prof. Akio Satoru ficando em 10° lugar, o professor de educação física e técnico Jose Rocha de Freitas, considerou a posição alcançada como "muito boa levando em conta a baixa idade das meninas e o elevado nível dos jogos".

A equipe contou com as seguintes atletas: Andressa, Mell, Raiane, Roberta, Kailane, Reveka, Lais, Esmeralda, Daniela, Anny, Karol e Maisa.

Além do professor José Rocha, fizeram parte da Comissão Técnica, Florisvaldo como assistente, e a professora Gisele como supervisora, que deixam o agradecimento a todos que no período que antecedeu as competições "colaboraram para que este grupo conseguisse galgar essa elevada conquista: direção da escola, patrocinadores, pais de atletas, Prefeitura Municipal e principalmente as alunas/atletas que se engajaram com toda a força de vontade nessa difícil missão".

Política pública, por Reginaldo Villazón

Em 50 anos, a agricultura orgânica ganhou espaço e importância no mundo. Ela ainda é pequena em relação à agricultura convencional – em área ocupada e produção –, mas já adquiriu prestígio de beneficiar a saúde, o meio ambiente e a ética. Por isto, ela não pára de somar novos estudiosos, produtores e consumidores. Os estudiosos relatam que os alimentos orgânicos são ricos em nutrientes de alto valor biológico. Os produtores e consumidores afirmam que é fácil perceber a melhor qualidade dos alimentos orgânicos.

Ninguém duvida que a vitamina C fornecida por alimentos orgânicos tenha maior poder de penetrar nas células e nelas se manterem em maior concentração, protegendo a saúde do consumidor. Ninguém discute que o leite orgânico tenha níveis mais elevados de ômega-3 e ômega-6, importantes à saúde do consumidor. Ao mesmo tempo, todos sabem que os alimentos orgânicos não expõem o consumidor à ingestão de pesticidas e outras substâncias nocivas (como os nitratos), ainda que em quantidades residuais.


"As pessoas que consomem alimentos orgânicos são saudáveis?" Não há uma resposta definitiva a esta questão. Mas os cientistas constataram que vacas e galinhas, criadas em sistema orgânico (consumindo apenas alimentos orgânicos), tinham sistema imunológico mais forte, resistiam mais às infecções e se curavam mais rápido após os tratamentos recebidos. Mais tarde, 70% de um grupo de 566 consumidores orgânicos responderam aos cientistas que obtiveram efeitos altamente positivos na saúde, provenientes da alimentação orgânica.

Apesar disso, a agricultura convencional vai bem. Faz uso intenso de produtos químicos – corretivos, fertilizantes, herbicidas, pesticidas – e comemora recordes de produtividade e produção. Seus argumentos são simples e diretos. "A agricultura convencional é mais eficiente. Ela produz mais em menos terra. Ela é mais lucrativa. Ela pode produzir o suficiente para matar a fome do mundo. O consumidor deve escolher entre ingerir agrotóxicos ou morrer de fome." E assim, a maioria dos produtores rurais permanece convencional.

Respostas foram dadas por autoridades científicas. A agricultura convencional, baseada na monocultura e do uso intenso de produtos químicos, é um caminho que termina num colapso. A agricultura orgânica é viável, sustentável e produtiva em todas as regiões do planeta. Ela se adapta a diversas condições de clima, terra e tecnologia. Melhora a terra, respeita a diversidade e resiste mais às intempéries. Sua ação não degrada a natureza e não polui as águas. Com ela, há trabalho seguro, renda digna e alimentos saudáveis.A sociedade contemporânea busca qualidade de vida e isto já é suficiente para colocar a agricultura orgânica na condição de política pública. Relatórios médicos alertam que mais hospitais e maiores gastos com saúde não vão garantir vida longa e saudável à população. Boa alimentação, exercícios físicos e contato com a natureza são indispensáveis. De fato, há este problema político de responsabilidade de toda comunidade. Mas este é também um belo caso de solução de muitos problemas culturais, sociais e econômicos.

Coopercitrus e Cooparaíso firmam acordo

Imagem aérea da matriz da Coopercitrus em Bebedouro
Protocolo firmado entre as cooperativas tem o intuito de diminuir as despesas da Cooparaíso, aumentar receitas e, principalmente, prestar assistência aos produtores e cooperados da cooperativa mineira.

A Coopercitrus (Cooperativa de Produtores Rurais) e a Cooparaíso (Cooperativa Regional dos Cafeicultores de São Sebastião do Paraíso), através de suas diretorias executivas, firmaram, recentemente, um protocolo de entendimento.

Com mais de 50 anos e destacada atuação no cenário agrícola cooperativista, a Cooparaíso está localizada em uma das regiões mais privilegiadas para o cultivo de cafés de alta qualidade, que possui uma área cafeeira de 165.285 ha com produção anual de mais de 3 milhões de sacas de café. Além desta cultura, a Cooparaíso possui área de atuação também em grãos e pecuária. Composta por mais de 5 mil cooperados, a cooperativa possui 10 unidades que comportam lojas de insumos agropecuários, armazéns de café e distribuição de máquinas da marca Valtra.

Com 40 anos de atuação em máquinas e insumos agrícolas, a Coopercitrus possui um quadro associativo de mais de 22 mil cooperados, 40 filiais nos Estados de São Paulo e Minas Gerais, atendendo produtores de diversas culturas agrícolas. É hoje a maior revenda de tratores Valtra do Brasil. A Coopercitrus possui unidades de café em suas lojas de Uberlândia, Uberaba, Patrocínio, Araguari e Albertina, em Minas Gerais.

Além disso, também possui operação com combustíveis, grãos, nutrição animal e armazéns de açúcar. As cooperativas pretendem desenvolver um plano de trabalho que objetiva incrementar as atividades comerciais e de assistência técnica na área de atuação da Cooparaíso, através de ações promovidas pela Coopercitrus que visam o arrendamento de imóveis, que receberão condições plenas de atendimento ao cooperado, gerando, assim, receitas para a Cooparaíso.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Greening atinge 18% dos pés de laranja

Levantamento feito pelo Fundecitrus mostra crescimento de 160% na doença. CVC caiu 80%
Um levantamento realizado pelo Fundecitrus – Fundo de Defesa da Citricultura aponta que 17,89% das laranjeiras do parque citrícola de São Paulo e das regiões do Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais têm greening (HLB), doença que compromete a produtividade dos pomares. O número corresponde a 35 milhões de plantas doentes no campo, destas 44% apresentam sintomas severos, o que significa uma perda de produção ao redor de 50% nas árvores afetadas, devido à redução do tamanho e à queda prematura de frutos.
Na comparação com 2012, quando foi realizado o último levantamento, a incidência do HLB aumentou 159%.
A macrorregião mais afetada é a Sul, onde ficam as regiões de Limeira, Porto Ferreira e Casa Branca, que tem 42,5% das plantas dos seus pomares com sintomas da doença. Em seguida está a macrorregião Centro, que engloba as regiões de Matão, Brotas e Duartina, com 23,57% de suas laranjeiras afetadas.
“Os números indicam que o citricultor tem que ser rigoroso na adoção das medidas de manejo da doença no seu pomar e nas áreas vizinhas, com controle sistemático do inseto transmissor e a eliminação de plantas doentes”, afirma o gerente geral Juliano Ayres.

 CVC cai 80%
Para realizar o estudo, o Fundecitrus avaliou, nos meses de junho e julho, 24,2 mil plantas em todas as regiões do parque citrícola, estratificadas de acordo com variedade, idade e tamanho de propriedade. Foram observados a presença ou ausência de sintomas e sua severidade. Após a vistoria de campo, foi feita uma auditoria com novas inspeções e análise laboratorial.
O Fundecitrus também avaliou a incidência de Clorose Variegada dos Citros (CVC), conhecida também como “amarelinho” e constatou que a doença teve uma redução de 82% nos últimos três anos.  Atualmente, 6,77% das laranjeiras do parque citrícola apresentam sintomas. O último levantamento, que foi realizado em 2012, apontava que 37,57% das plantas tinham CVC.  
A doença teve decréscimo em plantas de todas as idades. Nas plantas jovens (com menos de 2 anos) se tornou praticamente inexistente. Também houve redução expressiva nas plantas mais velhas (acima de 10 anos), grupo que era o mais atingido pela doença e caiu de 61,33% das plantas em 2012 para 13,67%.
Contribuíram para este resultado a mudança no sistema de produção de mudas para estufas cobertas, no ano de 2003, o controle do inseto transmissor e a retirada árvores doentes, com a renovação dos pomares.
“Todo problema complexo tem uma curva de aprendizado e a incorporação de uma nova visão se faz necessária. Hoje a citricultura está colhendo os frutos de uma pesquisa atuante e da adoção intensa das medidas de manejo da CVC pelo citricultor, mostrando que é possível reverter os prejuízos causados por uma doença grave. Isto deve servir de exemplo a ser seguido no caso do HLB, que é maior desafio da citricultura brasileira e mundial”, afirma Ayres.