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sábado, 16 de fevereiro de 2013

No sofá, a prefeita Nice deveria ter aproveitado...

...o carnaval para um retiro político/administrativo e rever os quarenta e três dias de sua administração. Não só ter revisto mas analisado o inicio político de sua administração que, diga-se, foi desastroso perante a opinião pública pelos erros na condução da nomeação de seu secretariado. Eleita em 7 de outubro, Nice teve 85 dias para se organizar e dar inicio a uma administração acreditada por 48,16% ou seja, 13.153 eleitores de que seria uma das melhores já realizada no município. Não se pode negar que Nice pode fazer uma excelente administração mas politicamente está deixando muito a desejar. Atos administrativos são bem diferentes de atos políticos. Não podem se misturar.
Onisciente Falando na prefeita, ela demonstra querer centralizar em sua administração todas as ações para si. Dificilmente irá delegar poder e quer marcar presença em atos que requer a presença de um secretário ou assessor de segundo escalão.Tanto que sua assessoria é apenas uma sombra dentro do poder. A prefeita petebista pode se perder nos meandros da política administrativa e se ver um dia em papos–de–aranha.   Sem susto O vereador Sérgio Nishimoto (PTB) que obteve a menor votação no pleito de outubro passado e foi na sobra dos votos da coligação, pode dormir sem sobressaltos.  
Turismo A secretaria municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, Sandra Gigante, acompanhou a prefeita Nice Mistilides a Brasília quando do encontro de prefeitos e prefeitas com a presidenta Dilma. Ela iria participar de uma audiência marcada no Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), mas até agora nada se divulgou de alguma conquista ao município pela secretária no Planalto Central.  
 Vai amargar Com a provável derrota de José Roberto Favaro, já que a decisão monocrática do ministro Henrique Neves não lhe é favorável, e o plenário do TSE deve votar com o relator, o PSDB vai amargar tempo longe do legislativo, onde conquista visibilidade política.  
Sem chamado
Apesar de unanimidade entre esportistas e não esportistas, o pessoal lá no botequim da vila diz que não houve qualquer convite ao professor Wilter Guerzoni para assumir a Secretaria Municipal de Esportes, Cultura e Turismo. Ah, e tampouco houve convite para José Antonio de Carvalho Uma secretaria desse naipe ficar por tanto tempo sem titular, é sinal que a prefeita não está se importando com as áreas de esportes, lazer, turismo e cultura.
Adormece em
No dia 5 de fevereiro fez quatro meses que foi publicado o despacho do ministro Joaquim Barbosa no seguinte teor :"Tratando-se de embargos de declaração com pedido de efeito modificativo, abra-se vista à parte embargada", isto é, ao Ministério Público Estadual, interposto pelo então prefeito Humberto Parini.
Berço esplêndido
Lentamente o processo vai andando em virtude de recursos pra cá recursos pra lá e o tempo vai passando e daqui há pouco prescreve e fica tudo bem. Depois ninguém mais lembra.
Descrentes
Na verdade, a frustração e decepção começa em menos de 100 dias a tomar conta dos Nicistas.

Carnaval em Urânia foi um sucesso


Em clima de muita alegria, descontração, tranquilidade e sem qualquer incidente, o carnaval de Urânia transcorreu como uma verdadeira comemoração à alegria na estrutura montada no amplo e seguro espaço na praça.
O desempenho da Prefeitura, com o apoio da Câmara Municipal de Urânia, na organização do Carnaval 2013, permitiu que o evento tivesse a cara da cidadania, da família e da juventude e, levou para a praça da Matriz milhares de foliões uranienses e de toda a região durante as quatro noites e duas matinês – dedicadas às crianças – que se divertiram ao som da Banda San Marino, de São José do Rio Preto.
O prefeito Francisco Airton Saracuza, ao fazer um balanço da festa, enfatizou a satisfação da administração municipal em fazer o melhor carnaval de todos os tempos em Urânia.
"Quero agradecer a todos por se divertirem de forma pacífica e promoverem nossa cidade e agradecer a cada um que fez do nosso carnaval o melhor de todos os tempos".
Para um estudante que curtiu o carnaval em Urânia, a festa de Rei Momo vai deixar saudades. "Vim todos os dias pra cá e brinquei muito com a turma. A segurança nos dias de festa foi muito importante para que a gente se divertisse com tranquilidade", destacou.
Segundo os organizadores, as crianças e adolescentes, todas elas em companhia de seus respectivos pais ou responsáveis, se divertiram e brincaram na matinê do Carnaval 2013, e participaram do Concurso de Fantasias quando concorreram na categoria bloco e individual, com os vencedores recebendo prêmios em dinheiro
Carnaval de Urânia atraiu pessoas de todas as camadas sociais e idades, que animou organizadores que, embora ainda seja cedo para qualquer projeção a respeito, não temem em dizer que pretendem realizar em 2014, um carnaval melhor ainda.

 

JACB faz carnaval para a crianças

Nos dias 10 e 12 de fevereiro, respectivamente domingo e terça-feira de carnaval, a diretoria da Associação dos Moradores do Conjunto Habitacional José Antonio Caparroz Bogaz – JACB, realizou duas matinês de carnaval no Centro Comunitário.
Segundo Ricardo Junqueira, na foto com Juliana,  é a primeira vez que um evento desta natureza é realizado no bairro e a criançada aprovou a idéia. No domingo foram distribuídas 120 "mascaras carnavalescas" às crianças presentes e o público foi de aproximadamente 150 pessoas. Na terça-feira novamente foram distribuídos brindes, desta vez foram "óculos divertidos" e o público foi de aproximadamente 180 pessoas.
O presidente Ricardo Junqueira agradece a todos os membros da diretoria, suas respectivas famílias, amigos e colaboradores pelo sucesso alcançado.

Nova empresa de Jales recebe visita de secretário e vereador

Instalada recentemente em Jales, a empresa MV Bombas já pode contar com novos parceiros. Na manhã de sexta-feira, 15, o secretário municipal de Administração, Luciano Nunes acompanhado do vereador Tiago Abra foram conhecer pessoalmente o novo empreendimento, no córrego do Matão, próximo ao JACB.
A empresa que trabalha no recondicionamento de bombas de água para refrigerar motores de veículos é a terceira do país no setor. Totalmente focada na sustentabilidade, os funcionários usam da sucata para dar forma as peças, água reutilizada e produtos vegetais para substituir a química.
Segundo o empresário de Americana e engenheiro projetista, Milton Gomes, inicialmente quinze pessoas estão contratadas para dar início as atividades. "Apesar de receber propostas de outros municípios escolhi Jales e espero contar com o apoio e parceria da Prefeitura e da Câmara para crescermos ainda mais", finalizou.O secretário de Administração colocou a prefeitura a disposição do empresário e reafirmou o compromisso da prefeita Nice Mistilides no incentivo às novas e antigas empresas de Jales. "Temos como objetivo ajudar os empresários da nossa cidade. Queremos entender suas dificuldades e desafios para auxiliá-los. Eles são importantes porque são geradores de emprego.", afirmou Luciano.
Tiago Abra se mostrou surpreso com as instalações e estrutura do local. "Quero em meu nome, abrir as portas da Câmara. Vamos fazer o possível e o impossível para os nossos empresários", concluiu.

Chorinho novo


A pequena Valentina Scapin Guzzo, nasceu nesta quinta-feira, 14 de fevereiro e chegando ao mundo na comemoração do dia de São Valentim. Ela faz companhia para a irmãnzinha Lorena. Quem está feliz são os pais Nelson Guzzo Júnior e Juliana Scapin, além dos avós corujas, paternos Nelson e Marilei e maternos Wilson e Luzia.

Pare o bonde que eu vou descer

Marta Sousa Costa
www.martasousacosta.com
Quem já não experimentou essa sensação, em algum momento da vida? A necessidade de descer do bonde (se bondes ainda circulassem), estivesse ou não em movimento, porque extrapolou a capacidade de suportar, fosse lá o que fosse?.
"Deu!", a gente pensa, louco pra pular essa etapa, partir pra outra ou pra nenhuma, se esconder embaixo do lençol, ignorar as solicitações para decidir coisas importantes, que deixaram de nos interessar, definitivamente. Ou, ao contrário, ter o direito de fazer o que nos agrada, pensem o que pensarem. Acordar às dez da manhã, por exemplo, sem remorso pela meia manhã perdida. Ou ganha?
Relacionamentos amorosos e familiares se esgarçam, enquanto o sujeito se esforça pra não puxar a cordinha e descer na primeira linha; patrões e funcionários se queixam uns dos outros, paciência esgotada, enquanto as situações indesejadas perduram, por comodismo e falta de iniciativa. São muitos os que resistem ao que incomoda, sem coragem para gritar "estou saindo" ou "muda o rumo, que deu pra mim".
E há os que passam a mensagem de que atingiram o limite, nada mais lhes resta, maldito fim que não chega. Como a velha tia a quem a amiga foi visitar, após longa ausência, aquela que a todos afligia, chamando a morte que tardava, tudo num fio de voz, que forças já não tinha – pensavam os seus. Pois chegou a sobrinha, comunicou a morte da mãe, da mesma idade que a da anciã, e esta, subindo levemente o tom da voz, a fim de ser ouvida, as duas mãos espalmadas sobre o rosto em desespero, começou a cantilena: "Oh, vida ingrata, por que não morri eu?" Até que, subitamente, feliz pela visita da sobrinha, esqueceu-se da encenação costumeira e gritou para a cozinheira, em voz possante: Oh, Jacinta, traz logo um suco de melancia para a Soninha, criatura!
Com facilidade, podemos nos tornar vítimas de pessoas com esse poder de manipular e de se fazerem de infelizes, portadoras de todas as doenças imagináveis, sem um mínimo de consideração para com os horários e compromissos dos outros. Pessoas com doenças que se estendem e algumas realmente exigem cuidados maiores, velhos cujos interesses diminuíram ao ponto de sobrar só o seu umbigo, podem se transformar em carrascos daqueles que mais amam, se as vítimas não forem fortes o suficiente para colocar limites e exigir o seu espaço para respirar, passear, juntar forças para aguentar o tranco.
Fragilizados pelos problemas, tanto nossos como dos outros, às vezes a gente quase se entrega; bom quando lembra que qualquer situação só tem chance de melhorar quando resolvemos enfrentá-la, não aceitando que assuma proporções maiores que a necessária. E o melhor exercício a praticar, todos os dias, é a aprendizagem da independência, cultivada em nós ou estimulada nos outros, para que ninguém seja a carga que, exausto de carregar, alguém sonhe com a possibilidade de deixar no bonde, quando tiver coragem de mandá-lo parar. E também para que possamos ser uma boa companhia para nós mesmos, não permitindo que os problemas, por grandes que sejam, assumam o controle da situação.

Ribeirão Preto sedia em março o II Encontro Cana, Substantivo Feminino

Pela segunda vez a cidade de Ribeirão Preto (SP), sediará o Encontro Cana, Substantivo Feminino, evento promovido pela Paiva & Baldin Eventos que acontecerá no dia 22 de março, no Centro de Convenções de Ribeirão Preto.
A primeira edição, realizada em 2012, teve sua programação voltada principalmente aos temas de interesse das executivas da agroindústria canavieira. Contou com a participação de mulheres que narraram sua experiência profissional, discutiram temas mercadológicos e ao final, foram homenageadas líderes setoriais e altos dirigentes de unidades produtoras de açúcar, etanol e energia.
Segundo a jornalista Luciana Paiva, diretora da empresa realizadora, a qualidade do evento de 2012 despertou a atenção de homens e mulheres executivos. "O primeiro encontro revelou que as diferenças naturais entre homens e mulheres levam equilíbrio, inovação e criatividade às dependências das empresas, por isso a programação deste ano recebeu reforço quanto à participação masculina", assinala Luciana.
Importantes personalidades do segmento sucroenergético, como Ismael Perina, presidente da Organização dos Plantadores de Cana do Brasil (Orplana); Plínio Nastari, presidente da Datagro Consultoria; Roberto Hollanda, presidente da Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul) têm presença confirmada no painel "ELES perguntam e ELAS respondem". Já o painel "ELAS perguntam e ELES respondem", contará com a presença de Fabio Venturelli, presidente do Grupo São Martinho; Pedro Mizutani, vice-presidente de açúcar, etanol e energia da Raízen e Luís Roberto Pogetti, presidente da Copersucar, entre outros.
Entre os temas selecionados para II Encontro Cana, Substantivo Feminino estão a atuação da mulher no setor sucroenergético; a gestão das empresas para aumento da participação feminina nas empresas e a sustentabilidade do segmento; além de investimentos, cenário de mercado, política setorial e expectativas para 2013.
Temas extrapolam o interesse do público canavieiro
– Luciana salienta que a programação não atende apenas aos anseios do segmento sucroenergético, pois trará exemplos de sucesso na gestão focada ao crescimento profissional das mulheres. Um deles é o da Natura Cosméticos que apresentará as ações realizadas pela empresa para criar um ambiente ideal para o desenvolvimento das colaboradoras. A jornalista também ressalta a presença de Alexandre Baltar, gerente de recursos humanos da Organização Odebrecht. O projeto da empresa voltada para a evolução feminina no mercado de trabalho foi a única iniciativa brasileira dirigida a esse tema selecionada pelo Banco Mundial. Outro assunto de interesse geral é a palestra Diversidade e a Inclusão, que será ministrada por Fernando Alves, sócio-presidente da PwC Brasil..
A inscrição é gratuita e pode ser realizada clicando no link: http://paivaebaldin.com.br/index.php/encontro.

EDITAIS DE PROCLAMAS

Ademir de Mattis
, Oficial do Registro Civil das Pessoas Naturais e de Interdições e Tutelas da Sede da Comarca de Jales, Estado de São Paulo. FAZ SABER que pretendem casar-se e apresentaram os documentos exigidos pelo artigo 1.525 do Código Civil Brasileiro.
ANDRÉ AGUIAR CARDENAS e SILVANA MOREIRA DOS SANTOS. ELE,
natural de Monte Aprazível, deste Estado, nascido aos 28 de outubro de 1.979, motorista, solteiro, residente e domiciliado nesta Cidade, filho de Izidro Cardenas Braz e de Cecilia Aparecida Aguiar Cardenas. ELA, natural de Jales, deste Estado, nascida aos 20 de março de 1.975, auxiliar de vendas, solteira, residente e domiciliada nesta Cidade, filha de Ismail Ferreira dos Santos e de Ivanilde Moreira dos Santos.
SE ALGUÉM SOUBER DE ALGUM IMPEDIMENTO OPONHA-O NA FORMA DA LEI. LAVRO OS PRESENTES PARA SEREM AFIXADOS NO REGISTRO CIVIL E PUBLICADOS NA FOLHA NOROESTE, NESTA CIDADE DE JALES.
Ademir de Mattis - Oficial

Verdadeiro reconhecimento


Muitas pessoas passam grande parte de suas vidas concedendo favores para serem respeitadas descobrindo rapidamente que não o são.
Adquirem o hábito de tomar a defesa de alguns que subvertem a ordem, de outros que não gostam de cumprir deveres, ou ainda daqueles que mesmo desconhecendo o contexto criticam os que se dedicam a realizar. Costumam fazer destes os seus possíveis aliados de quem pretendem se utilizar depois; acreditam que conseguirão colocar seus planos nada éticos em prática. Porém, é preciso entender que, em tempo algum os conspiradores, os desertores, os frágeis moralmente puderam ser contados nas fileiras de frente de qualquer empreendimento, seja ele de ordem material ou espiritual.
As construções emocionais da criatura humana podem passar pelos interesses de breve satisfação. Com honrosas exceções, mesmo entre os bem intencionados, se pode identificar sem muito esforço a necessidade de ser aplaudido, de receber algum tipo de compensação, mesmo quando tratamos do assunto filantropia ou algo semelhante; em muitos casos a fragilidade que vai do péssimo conceito que se tem de si mesmo às intenções não tão nobres assim, respondem por este comportamento emocional, onde a pessoa que pouco ou nada possui necessita de um reconhecimento forçado para se sentir melhor, e não o consegue.
Alguém só poderá ser respeitado por manifestar valores melhores, por atender às etapas do seu crescimento com responsabilidade e amor, dando sem objetivar receber. Assim podia-se observar naqueles que tinham os olhos de luz iluminando os caminhos de muitos e os lábios consoladores, propondo sentido de vida aos que o perderam.
Seja como for, o importante não é ser respeitado em qualquer empreitada, mas sim, ser honesto nos seus propósitos, nunca realizando algo apenas para ter-se glória individual. Quando se trabalha no sentido de se adquirir crescimento pessoal, mas com o pensamento no auxílio coletivo, a possibilidade de êxito é maior; os corações bem intencionados sabem reconhecer os verdadeiros detentores de méritos diferenciando-os dos oportunistas.
Qualquer coisa que se construa sob a face de interesses imediatistas e inferiores ou de indiferença às necessidades alheias, redundará em desapontamento e decepção; aquele que aplaude hoje o homem no favoritismo pode abandoná-lo amanhã sem nenhuma motivação para assumir as responsabilidades conclamadas.
SOMENTE AMANDO PODE-SE CRIAR UMA BOA SINTONIA ENTRE QUEM VERDADEIRAMENTE DOA E O QUE NECESSITA RECEBER.

Forró Carnavalesco agrada a população



Mesmo com todas as dificuldades e recursos financeiros escassos, a Prefeitura Municipal de Jales, através de sua Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Promoção Social, realizou, com sucesso, a primeira edição do Forró Carnavalesco.
Foliões se divertiram em duas noites e uma matinê, promovidas no Centro Esportivo de Valorização ao Idoso – CIEVI. No sábado e na segunda-feira, o público presente se divertiu ao som de marchinhas e um baile de máscaras, animados pela Banda Continental, de São José do Rio Preto.
"Ao formarmos a comissão do carnaval, decidimos que um dos bailes seria realizado no CCTI – Centro de Convivência da Terceira Idade, mas quando checamos a estrutura física para vistoria do Corpo de Bombeiros, notamos que o espaço precisava de mudanças e adequações físicas que demandam mais tempo", afirmou a secretária municipal de Desenvolvimento e Promoção Social, Lúcia Callado.
A prefeita Eunice Mistilides Silva (Nice) prestigiou as duas noites e a matinê, realizada na tarde de domingo. "Estou muito feliz com o sucesso de nosso carnaval, principalmente dessa matinê, onde as crianças e até adolescentes estão felizes, se divertindo com a música, o ambiente e esse criativo concurso de fantasias".
Nice disse ainda que pretende, no mês de agosto, reunir representantes de entidades beneficentes e clubes de serviços da cidade, para formar uma Comissão Organizadora que promoverá o Carnaval 2014. "Teremos tempo hábil e recursos necessários para fazer um grandioso carnaval no próximo ano, a exemplo de cidades como Santa Fé do Sul e Votuporanga".
Para o evento ser realizado no CIEVI foi preciso adequar toda segurança do local. "Foram vistoriadas parte elétrica, hidráulica, revisão de extintores de incêndio e contratação de uma brigada de incêndio. Itens importantes que não foram vistos pela antiga administração", contou o presidente da Comissão Organizadora do Forró Carnavalesco, Renato Preto.
Qualidade de vida é um tema que rende muitos debates. Sabemos que não se restringe a classe social, faixa etária, renda, sexo, religião ou qualquer outra variável, porém a dificuldade surge ao se buscar uma definição padrão, justamente por envolver a percepção do que cada um acredita ser a sua qualidade vida. Criteriosamente não há consenso quando se busca compreender, definir ou até mesmo explicar esse termo, no entanto, para entender o que é qualidade de vida, deve-se levar em consideração o que cada um acredita ser necessário para viver melhor.
Tem sido comum ouvir as pessoas dizerem que não têm tempo ou que a vida está "corrida", seja para fazer um exercício físico, caminhada, andar de bicicleta, seja para visitar amigos e conhecidos, sair com a família, passar um tempo em casa de papo por ar, descansar, divertir-se, viajar, fazer refeições balanceadas com calma diariamente, atitudes que, enfim, parecem comuns.
Na nossa sociedade, o tão falado desenvolvimento parece que nos irá atropelar se não corrermos. Assim, uma questão emerge: Aonde queremos chegar? Atualmente, em muitas situações, encontramos pessoas doentes por excesso de trabalho e que, por tanta ambição, chegam a perder-se em meio aos tantos desejos materiais.
Existem pessoas que não conseguem mais se relacionar com outras e passam a considerar normal o isolamento; outras já perderam o controle e o equilíbrio de seu estado psicológico após tanta (de)pressão. Há também aquelas que tomaram atitudes drásticas, como o suicídio, por se sentirem frustradas em não conseguir administrar a própria vida. Já outras não conseguem firmar-se em um relacionamento afetivo sério e duradouro. Ainda há as estressadas ou então nervosas de tanta preocupação e ansiedade, além das que, ao invés de se preocupar com a saúde, se alimentam mal em razão do pouco tempo que têm disponível. Acrescentem-se aquelas que estão se matando com o uso de drogas, ilícitas ou "lícitas", como álcool e cigarro, pois veem o uso dessas substâncias como uma fuga da realidade ou popularmente dizendo uma forma de "se desestressar". Enfim, pessoas que correm o dia todo na intenção de realizar algo e ao final do dia têm a sensação de não terem feito nada.
O objetivo desta reflexão não é tipificar pessoas ou então criticar como cada uma tem vivido seus dias, pois tal argumentação seria interminável. O fato é que não podemos negar que ter um tempo para dedicar-se a si mesmo faz parte do viver bem, é necessário; melhor ainda se for verdadeiramente aproveitado.
Se compararmos o atual momento ao passado, podemos dizer que melhorou, porém ainda vemos uma limitação nas opções de lazer sadio. Assim, não há uma regra, mas sim uma escolha de qualidade de vida. Fazer aquilo que nos dá prazer, que nos traz felicidade e que é saudável não pode ser sempre repensado ou reprogramado. Vivemos pensando no amanhã e acreditando que as coisas podem ficar para depois, porém isso não é uma certeza, até porque hábitos saudáveis e o bem-estar atuais resultarão em uma vida mais duradoura amanhã.
*Karla de Oliveira Leite: – Acadêmica de Administração da UFMS – Campus de Três Lagoas (MS). k_arla_oliveira@hotmail.com
*Renata Gama e Guimaro Moura: – Administradora e Professora da UFMS – Campus de Três Lagoas (MS). rmoura@cptl.ufms.br

Ambulância veterinária precisa ser equipada para os primeiros atendimentos no local

Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) publicou recentemente a Resolução n° 1.015, que define alguns novos critérios para o funcionamento de estabelecimentos veterinários como hospitais, clínicas e consultórios. O texto também normatiza adequações para os veículos pertencentes aos estabelecimentos veterinários.
"Havia necessidade de regulamentação dos veículos para, no caso da ambulância, garantir que haja, no local, profissional e equipamentos necessários para atendimento de emergência", explica o presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária, Benedito Fortes de Arruda. Ele enfatiza que a regulamentação também defende o consumidor que ao chamar uma ambulância veterinária, espera que haja capacidade para realização dos procedimentos iniciais para salvar a vida de seu animal.
Arruda esclarece que a normativa não exige que os hospitais ou clínicas veterinárias tenham veículos de transporte, porém, se ofertarem o serviço precisam seguir a normatização. A Resolução CFMV no. 1015 foi publicada em 31 de janeiro deste ano e passa a vigorar após seis meses. A fiscalização e orientação será feita pelos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária.
O que é preciso para a ambulância?
– Os veículos disponibilizados pelos estabelecimentos veterinários passam a se dividir em duas categorias: unidades de transporte e ambulâncias veterinárias. A primeira terá a função única de remoção dos animais e a ambulância deverá ser utilizada somente para atendimentos emergenciais ou de urgências que deverão ser prestados, obrigatoriamente, por um Médico Veterinário.
A norma prevê, ainda, que as ambulâncias tenham equipamentos indispensáveis como sistema de maca, sistema para aplicação de fluídos e sistema de provisão de oxigênio e ventilação mecânica, além de monitorização.
Os veículos de estabelecimentos veterinários estão proibidos de transportar animais para banho e tosa como medida preventiva para evitar a contaminação de animais sadios.

Em se tratando de qualidade de vida

Por Karla de Oliveira Leite e Renata Gama e Guimaro Moura
Qualidade de vida é um tema que rende muitos debates. Sabemos que não se restringe a classe social, faixa etária, renda, sexo, religião ou qualquer outra variável, porém a dificuldade surge ao se buscar uma definição padrão, justamente por envolver a percepção do que cada um acredita ser a sua qualidade vida. Criteriosamente não há consenso quando se busca compreender, definir ou até mesmo explicar esse termo, no entanto, para entender o que é qualidade de vida, deve-se levar em consideração o que cada um acredita ser necessário para viver melhor.
Tem sido comum ouvir as pessoas dizerem que não têm tempo ou que a vida está "corrida", seja para fazer um exercício físico, caminhada, andar de bicicleta, seja para visitar amigos e conhecidos, sair com a família, passar um tempo em casa de papo por ar, descansar, divertir-se, viajar, fazer refeições balanceadas com calma diariamente, atitudes que, enfim, parecem comuns.
Na nossa sociedade, o tão falado desenvolvimento parece que nos irá atropelar se não corrermos. Assim, uma questão emerge: Aonde queremos chegar? Atualmente, em muitas situações, encontramos pessoas doentes por excesso de trabalho e que, por tanta ambição, chegam a perder-se em meio aos tantos desejos materiais.
Existem pessoas que não conseguem mais se relacionar com outras e passam a considerar normal o isolamento; outras já perderam o controle e o equilíbrio de seu estado psicológico após tanta (de)pressão. Há também aquelas que tomaram atitudes drásticas, como o suicídio, por se sentirem frustradas em não conseguir administrar a própria vida. Já outras não conseguem firmar-se em um relacionamento afetivo sério e duradouro. Ainda há as estressadas ou então nervosas de tanta preocupação e ansiedade, além das que, ao invés de se preocupar com a saúde, se alimentam mal em razão do pouco tempo que têm disponível. Acrescentem-se aquelas que estão se matando com o uso de drogas, ilícitas ou "lícitas", como álcool e cigarro, pois veem o uso dessas substâncias como uma fuga da realidade ou popularmente dizendo uma forma de "se desestressar". Enfim, pessoas que correm o dia todo na intenção de realizar algo e ao final do dia têm a sensação de não terem feito nada.
O objetivo desta reflexão não é tipificar pessoas ou então criticar como cada uma tem vivido seus dias, pois tal argumentação seria interminável. O fato é que não podemos negar que ter um tempo para dedicar-se a si mesmo faz parte do viver bem, é necessário; melhor ainda se for verdadeiramente aproveitado.
Se compararmos o atual momento ao passado, podemos dizer que melhorou, porém ainda vemos uma limitação nas opções de lazer sadio. Assim, não há uma regra, mas sim uma escolha de qualidade de vida. Fazer aquilo que nos dá prazer, que nos traz felicidade e que é saudável não pode ser sempre repensado ou reprogramado. Vivemos pensando no amanhã e acreditando que as coisas podem ficar para depois, porém isso não é uma certeza, até porque hábitos saudáveis e o bem-estar atuais resultarão em uma vida mais duradoura amanhã.
*Karla de Oliveira Leite: – Acadêmica de Administração da UFMS – Campus de Três Lagoas (MS). k_arla_oliveira@hotmail.com
*Renata Gama e Guimaro Moura: – Administradora e Professora da UFMS – Campus de Três Lagoas (MS). rmoura@cptl.ufms.br

A renúncia do Papa

D. Demétrio Valentini

A surpresa foi total, e se espalhou logo por todo o mundo: no dia 11 de fevereiro deste ano de 2013, o Papa Bento XVI anunciou sua renúncia, marcando dia e hora para entregar o cargo, às 20 horas do dia 28 deste mês de fevereiro.
Tudo bem pensado, decidido e agendado.
Uma decisão tomada no íntimo de sua consciência, mas anunciada a todos, de maneira súbita e inesperada.
Agora, rapidamente, a surpresa passa a fato consumado. A Igreja vive uma situação inédita, com inesperado potencial de conseqüências.
Em primeiro lugar, fica muito ressaltada a nobreza do gesto, que angariou um grande respeito pela figura de Bento XVI.
Com sua decisão, e da maneira como ele a anunciou, mostrou admirável desprendimento pessoal e grande senso de responsabilidade.
Além disto, pela natureza do fato, o Papa demonstrou pleno uso de suas faculdades, deixando a todos a certeza de que agiu com plena consciência e com perfeita liberdade, sem nenhuma pressão externa. Ele fez questão de deixar a certeza de sua perfeita capacidade de pensar e de decidir livremente.
O gesto, com certeza, tem um peso moral muito grande, pela demonstração de desprendimento do poder, de humildade, e de senso de serviço com que ele exerceu este cargo tão importante no contexto da Igreja.
Ele podia ter efetivado a renúncia de imediato, retirando-se subitamente. Mas não! Ele quis garantir um tempo adequado para as providências a serem tomadas em vista sobretudo do processo de escolha do novo Papa.
Por este gesto Bento XVI ficará na história. Será sua maior contribuição à Igreja.
Marcando um dia para efetivar sua renúncia, Bento XVI sinaliza o ritmo para os encaminhamentos a serem dados. Com isto fica aberta a questão da influência que Bento XVI poderá exercer no processo de sua sucessão. Pois esta é uma situação completamente nova na história recente da Igreja. Nunca se fez um conclave contando com a figura de um "papa emérito", para evocar a situação mais parecida que se vive hoje na Igreja, com a existência de tantos "bispos eméritos".
A interrogação aumenta quando nos perguntamos como será empregado pelos cardeais este tempo prévio, de quase vinte dias, antes de serem desencadeados os preparativos do conclave. Pois o clima eleitoral já se instalou, com o grande interesse que ele suscita. De fato, vamos viver uma situação que não encontra similar na história da Igreja. E isto poderá proporcionar condições bem diferentes para o novo Papa que for eleito.
Outra curiosidade, fácil de comprovar, será a atividade de Bento XVI nesta fase de transição que já começou. Simbolicamente é interessante que ela coincida com a quaresma. Com a perspectiva de sua próxima renúncia, poderia parecer que seus gestos e palavras agora não tivessem mais tanto significado, vindos de um papa com seus dias contados. Mas ao contrário, pela importância do seu gesto, e pela maneira como foi feito, Bento XVI se revestiu de grande autoridade moral, em vista sobretudo de ter criado um fato novo na Igreja, cujas conseqüências poderão também surpreender. Tudo isto reforça sua importância, como protagonista de uma situação inédita, e como exemplo de abnegação pessoal e de serviço à Igreja.
O gesto de sua renúncia se constitui na culminância do seu pontificado. Vale a pena acompanhar agora seus desdobramentos.

Vereadores se reúnem com procurador da república, Tiago Nobre, em Jales

Na sexta-feira, 8 de fevereiro, a presidenta da Câmara Municipal de Jales, Pérola Maria Fonseca Cardoso, acompanhada dos vereadores Gilberto Alexandre de Moraes (DEM) , Luís Fernando Rosalino (PT) e Rivail Rodrigues Junior (PSB) e do assessor jurídico do Legislativo, José Antonio Martins de Oliveira, estiveram reunidos com o Procurador da República em Jales, Thiago Lacerda Nobre e seu assessor de gabinete Ailton Mata de Lima.
A reunião foi realizada ocorreu na sede do Ministério Público Federal – MPF, a pedido do vereador Gilberto Alexandre, em Jales. A motivação do encontro foi a preocupação dos vereadores devido a obra da ALL – América Latina Logística, na linha férrea que estava sendo realizada no jardim Paulista, na travessia da rua Maranhão.
Na última semana, a obra foi embargada e a ALL apresentou pedido junto a Prefeitura de Jales para dar seguimento à mesma. Os vereadores apresentaram fotos recentes do local e o Procurador, já ciente da situação, explicou os procedimentos do MP em relação ao caso.
Consta que a ALL retomou os serviços no local na terça-feira, dia 12, ao menos para a retirada das pedras que foram depositadas sobre os trilhos e causaram transtornos na travessia, principalmente aos motoristas.
A Câmara de Jales e o MPF continuam os trabalhos de fiscalização, a fim de que a população jalesense não seja ainda mais prejudicada.

Modelo social

Reginaldo Villazón
A humanidade vive uma época de conflitos. O progresso melhora a informação, o conforto e a expectativa de vida. Mas a separação, a competição, a marginalização, as guerras e as tragédias previsíveis fazem parte da rotina. Tudo acontece rápido e se propaga no mundo globalizado. Cada nova geração recebe a ação de estímulos diferentes e desperta para uma realidade nova. Porém, muitas vezes, tem que seguir um programa de vida medíocre: estudar, arrumar emprego, trabalhar sob stress, proteger a família, aposentar e morrer.
Pensadores afirmam que os políticos, empresários, religiosos e cientistas não vão salvar a humanidade. Então, pergunta-se: a solução não seria a adoção pelas comunidades de um modelo social capaz de harmonizar a convivência humana? Registros históricos informam que isto é possível. Um caso exemplar aconteceu em terras hoje brasileiras (Rio Grande do Sul), no período de 1682 a 1801.
Naquele tempo, o meridiano do Tratado de Tordesilhas (uma linha vertical traçada no mapa do mundo) passava pelo território brasileiro. As terras do lado direito (Leste) eram colônias de Portugal. As do lado esquerdo (Oeste) eram colônias da Espanha. O Rio Grande do Sul ficava no lado espanhol. Lá os padres jesuítas espanhóis fundaram, a partir de 1682, sete povoados (missões) para abrigar, catequizar e civilizar os índios Guaranis.
Os Sete Povos das Missões, assim conhecidos, prosperaram de forma extraordinária. Chegaram a conter uma população superior a 30.000 índios. Seus bovinos e eqüinos se multiplicaram aos milhares nos campos naturais. O sistema socioeconômico era socialista, mas preservava interesses individuais e familiares. Os índios trabalhavam seis dias por semana: dois para a coletividade e quatro para a família.
Os povoados eram planejados. Tinham uma praça grande com benfeitorias ao redor: igreja, escola, oficinas, casas, hospital, asilo, pomar, horta e outras. Os índios produziam implementos agrícolas, instrumentos musicais, utensílios de barro, tecidos e ferro fundido. Faziam observações meteorológicas, imprimiam livros e se dedicavam a artes: música, dança, teatro, poesia, pintura, escultura. Muitos dos seus instrumentos e objetos de arte foram exportados com sucesso para a Europa.
Os crimes eram raros. A punição mais dura e temida era a expulsão. A cadeia tinha porta com tramela que podia ser aberta e fechada por dentro e por fora. O índio que fazia coisa errada ouvia um sermão e era encaminhado à cadeia para ficar recluso. Após o tempo suficiente para um exame de consciência, ele abria a porta e saía livre.
Os Sete Povos das Missões foram alvos de ataques armados de colonos portugueses e espanhóis, interessados nos seus rebanhos e pastagens. Os bandeirantes também não deram trégua. O Tratado de Tordesilhas foi extinto, os padres jesuítas espanhóis e os índios guaranis foram expulsos, a região foi anexada às terras portuguesas em 1801.
Há farto material sobre o assunto. Seu estudo pode instruir como promover o desenvolvimento humano, com baixo custo e alta eficiência, não submetendo consciências e exaltando valores espirituais. Nós temos que fazer o nosso exame de consciência para admitir que aqueles padres – corajosos, inteligentes, talentosos e idealistas – foram seres humanos superiores que nos legaram um tesouro de inestimável valor.

PALAVRAS DE CHICO XAVIER

Pergunta
– Qual foi a experiência mais valiosa que o exercício da mediunidade lhe trouxe?

Chico Xavier
– O reconhecimento de minha inferioridade e o encontro constante com as minhas imperfeições. Quanto mais os Instrutores Espirituais escrevem, por meu intermédio, mais claramente observo a distância espiritual que me separa deles. Quanto mais corre o tempo sobre o trabalho dos Mentores do Além através de minhas pobres forças, mais me vejo na condição da laranjeira de má qualidade providencialmente cortada para serviços de enxertia. Os frutos no galho são substanciosos e doces porque pertencem à laranjeira nobre que não desdenhou produzir sobre o pé da laranja azeda.
Esta coluna tem o patrocínio e responsabilidade da
Associação Espírita "Chico Xavier" de Jales.

Ajuste o sono com o fim do horário de verão

Na virada de sábado (16) para domingo (17), termina o horário de verão - momento em que todos os relógios nos estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Tocantins e do Distrito Federal, devem ser atrasados em uma hora.
Para muitas pessoas, esta mudança tende a provocar alterações no sono, que podem causar irritabilidade, estresse e baixa produtividade. Cansaço, fraqueza muscular, dores de cabeça, mau humor, alteração do apetite e diminuição na capacidade de concentração são outros sintomas muito comuns.
De acordo com a consultora do sono Renata Federighi, é exatamente o conflito existente entre o horário do relógio e o horário biológico que causa tanto transtorno. "Se estamos acostumado a dormir às 23h no horário de verão, no horário normal começaremos a sentir sono por volta das 22h, já que o relógio será retrocedido em 1 hora. Porém, o primeiro passo para manter o sono em dia é respeitar os horários do relógio, ou seja, tentar ao máximo seguir a rotina. Se você costuma dormir às 23h, então tente fazer o mesmo depois da mudança de horário, por mais que sinta sono mais cedo. Manter uma regularidade faz com que o seu relógio biológico entenda e se adapte mais facilmente nosso horário. Quando a gente dorme, há alterações psicológicas e hormonais que dependem da regularidade do sono".
Com o fim do horário de verão, geralmente quem sofre mais são as crianças e os idosos. "Estas pessoas têm o horário mais rígido, por isso sentem mais dificuldade. No entanto, quem está acostumado com a variação no ritmo do dia não se prejudica tanto", acrescente Renata, que ainda nos dá mais algumas dicas simples que podem ajudar a manter o sono em ordem e evitar que a saúde seja comprometida:
– Escolha um ambiente com temperatura agradável, silencioso e escuro. A luz prejudica os ciclos biológicos e interrompe a produção hormonal (cortisol e melatonina), causando a sensação de cansaço pela manhã;
– Fique atento quanto à luminosidade. Dê preferência a caminhadas ao ar livre no final da tarde para se expor à última luminosidade do dia. Isso ajudará a atrasar o horário de início da sonolência no começo da noite;
– Escolha o travesseiro mais adequado ao seu biótipo e postura ao dormir. O travesseiro deve preencher completamente o espaço existente entre a cabeça e o colchão, formando um ângulo de 90º no pescoço, mantendo coluna cervical e lombar sempre alinhadas. Durma, de preferência, de lado, com as pernas semiflexionadas e mantenha um travesseiro baixinho entre elas para evitar a rotação da coluna e os atritos entre os joelhos e os tornozelos;
· A mudança no organismo por conta do horário é inevitável, entretanto, dentro de alguns dias ou semanas (dependendo de cada indivíduo) a ordem temporal interna será restabelecida.

Entre erros e acertos

*Erika de Souza Bueno
Dia após dia, somos surpreendidos por situações que entram em desacordo com a moral e os bons costumes. Topamos com pessoas que agem com engano, pessoas que furtam a nossa vez de falar e aparecer, pessoas que impulsivamente reagem contra qualquer gesto sem maiores intenções de nossa parte, pessoas que tornam nosso dia a dia mais cansativo e, não raras as vezes, pessoas que acabam com a nossa energia de propor novidades, de agir com bondade
São várias as situações pelas quais nos vemos envolvidos com outras pessoas, com gente como nós, com alguém que, diferentemente do que podemos imaginar, é consequência de ações ocorridas entre nós mesmos, de ações coletivas.
É isso mesmo. Entre as ações que as outras pessoas fazem, as quais podem nos causar dissabores e noites sem dormir direito, há a ação do coletivo, de outras pessoas que, de um modo ou de outro, colaboraram para que uma pessoa hoje seja tal como ela é.
Não vamos nos culpar pelos erros cometidos pelos outros, mas isso não pode nos deixar imunes a momentos de reflexão, de modo a entender e a pelo menos tentar corrigir algumas falhas que podem causar as mais diferentes situações desconcertantes hoje em dia.
Nós, como professores, por exemplo, vimos muitas vezes alunos que, por não suportarem mais algumas aulas e por julgarem ter algo mais importante a fazer, saíram da sala de aula e ocuparam-se em outras atividades. As pessoas que hoje fazem parte da imensa população carcerária, por exemplo, de algum modo já desempenharam os papéis de filhos, pais, sobrinhos, netos, vizinhos, colegas, conhecidos e, inclusive, alunos.
Já estiveram conosco, já passaram por nós, já fizeram e ainda fazem parte da história do nosso país, da nossa cidade, do bairro em que estamos morando. No caso, não dá para ignorar a ação do coletivo, a ação que existe mesmo quando não fazemos nada, dado que o não fazer, o não querer ver, o isolamento, assim como o foco em nosso ego, também são formas amargas de ações sobre o outro, de ações coletivas.
Cada pessoa que age de um modo que não nos agrada e cada pessoa que faz o nosso dia mais trabalhoso e cansativo são uma forma de resultado de ações que ocorreram com elas em algum momento de sua vida. Somos também o resultado das nossas vivências, daquilo que quisemos ter e que nos foi negado, somos resultado da ação de um adulto que, ao ver alguém com maiores necessidades, não deu a atenção que esse alguém precisou naquele momento.
Enquanto estamos focados em nossos assuntos, no bem-estar apenas de nossos filhos e de nossa família, enquanto estamos embaraçados com assuntos referentes ao nosso próprio bem, a vida continua o seu curso natural, sendo empurrada para as próximas gerações.
É fácil notar a despreocupação de muitos de nós com assuntos que não nos dizem respeito num primeiro momento. É mais fácil ainda notar como muitos de nós somos tendenciosos para apontar o erro cometido pelo outro. Inclusive, apontamos tanto as falhas do outro que parece que estamos, de alguma forma, imunes ao erro, ao exagero, a rir de piadas que não têm a menor graça para quem as vive.
Assim, a vida vai seguindo sem maiores preocupações, sem ter entre nós pessoas que assumam a responsabilidade pelo coletivo. Um aluno que hoje é expulso da sala de aula devido à indisciplina, um filho que vê seu pai olhar em direção contrária àquele que pede ajuda no semáforo, uma criança que olha para a felicidade de outra que acaba de ganhar um brinquedo que ela acha que nunca conseguirá ter ou até mesmo um irmão mais velho que vê o caçula ser defendido a todo custo como se fosse um bebê são ações do coletivo, não estão armazenando sentimentos isoladamente.
É hora de assumirmos nossa responsabilidade não apenas com aqueles que estão dentro de nossas casas, mas também com todas as demais pessoas com quem conseguirmos agir efetiva e beneficamente, pois as pessoas que passam todos os dias por nós não são figurantes, dado que dia a dia nos vemos envolvidos direta ou indiretamente com atores que podem tornar-se protagonistas e antagonistas, impactando a nossa vida e a de tantas outras pessoas.
Não estamos sozinhos, somos o resultado do coletivo e, com a mesma intensidade com que as ações desajustadas ocorridas em conjunto ajudam a construir os erros de alguém, podemos ter a confiança de que ainda há tempo para construir pontes firmes para o livre fluxo do bem na vida de outras pessoas.
* Erika de Souza Bueno é Coordenadora Educacional da empresa Planeta Educação e Editora do Portal Planeta Educação (www.planetaeducacao.com.br); Professora e consultora de Língua Portuguesa pela Universidade Metodista de São Paulo; Articulista sobre assuntos de língua portuguesa, educação e família.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Professor Fernando Tangerino, da Unesp de Ilha Solteira, fará palestra em Mirandópolis

Neste sábado, dia 16 de fevereiro de 2013, às 16 horas no Kai-Kan do bairro Primeira Aliança, município de Mirandópolis - SP, que se destaca pela diversificação agrícola com forte atuação em fruticultura, feita por imigrantes ou descendentes de japoneses acontecerá um evento promovido pela associação de produtores Cedata que ocupará o dia inteiro, onde na parte da manhã acontecerá visitas técnicas com foco na goiaba e a tarde haverão palestras técnicas.
O evento que é uma realização do Cedata, terá foco na Tecnologia e Inovação em Irrigação.
O Professor Dr. Fernando Braz Tangerino Hernandez fará a sua apresentação mostrando a importância da agricultura irrigada e da capacitação técnica para o desenvolvimento sócio-econômico e ainda fará a caracterização das condições climáticas do noroeste paulista e divulgará as ações da UNESP na disseminação da informação e do conhecimento que acreditamos serem importantes para a modernização da agricultura e para o melhor e eficiente uso da água. A Rede Agromteorológica do Noroeste Paulista e o canal Clima da UNESP Ilha Solteira serão mostrados como importantes instrumentos para o uso racional da água e aumento das produtividades das culturas.
Na sequência o experiente engenheiro agrônomo Egídio Osti Neto fará uma apresentação das tecnologias e produtos disponibilizados para a fruticultura e demais cultivos e o dia será fechado com o também experiente engenheiro agrônomo Marcelo Akira Suzuki, que mostrará e discutirá as soluções representadas pelos projetos e serviços implementadas na região e em outros estados para atender as condições específicas de cada cultura e local.
Para o professor Fernando Tangerino ressalta no Pod Irrigar sesta semana, que "a agricultura irrigada assume cada vez mais importância sócio-econômica em qualquer região. No mundo podemos dividir países ou regiões em dois grupos, aqueles em que todo o conhecimento e tecnologia devem serem utilizados com o objetivo de não deixar diminuir a área irrigada, seja por questões ambientais ou pela falta de água em quantidade necessária para atender as demandas. São exemplo, países ou regiões como na California, nos Estados Unidos ou na Espanha ou a Itália. O Brasil e a região noroeste paulista, mais especificamente, estão no grupo em que ações de incentivo são necessárias para ampliar a área irrigada, aumentar a produtividade das culturas, reduzir os riscos climáticos e ainda promover o desenvolvimento local e regional. Para tanto, é muito importante a capacitação de pessoas, fomentando a geração e transferência de tecnologias relacionadas a agricultura irrigada".
O professor Tangerino destaca ainda que "a capacitação é essencial tanto para quem deseja iniciar suas atividades na agricultura irrigada, como para quem já tem na irrigação, a segurança do suprimento hídrico. Conhecer os elementos que caracterizam um bom e adequado projeto de irrigação, é tão importante como o usar racionalmente a água, da mesma forma que a eficiência do uso da água só é conseguida quando se dispõe de um projeto adequado de irrigação".
No Pod Irrigar, o Pod Cast da agricultura irrigada (http://podcast.unesp.br/podirrigar) o professor Dr. Fernando Braz Tangerino Hernandez enfatiza a importância da capacitação em agricultura irrigada e divulga o dia de campo e palestras em que mostrará resultados das pesquisas feitas pela UNESP. Será no dia 16 de fevereiro na Primeira Aliança, em Mirandópolis, São Paulo.
Detalhes do evento em http://www.irrigaterra.com.br/alianca_16_fev_2013.php
E ainda no Portal da UNESP, Fernando Tangerino comenta a Polí A Rede Agromteorológica do Noroeste Paulista e o canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira serão mostrados como importantes instrumentos para o uso racional da água e aumento das produtividades das culturas.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Deputado Carlão Pignatari conquista recursos para construção de Casa da Agricultura em Vitória Brasil


Em visita à prefeita Ana Lúcia Olhier Módulo, o deputado estadual Carlão Pignatari (PSDB), atendeu pedido dela e ligou para o coordenador de Assistência Técnica Integral da Secretaria Estadual da Agricultura (Cati), José Carlos Rossetti, que, prontamente, liberou os recursos de R$ 150 mil para a construção de um prédio da Casa da Agricultura em Vitória Brasil. .
Também por intermédio de trabalho do deputado Carlão, Vitória Brasil foi contemplada com uma creche escola, no valor de R$ 1 milhão, que deverá ser construída este ano, um prédio e um veículo para o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social). O deputado ainda prometeu reivindicar mais R$ 50 mil para mobiliar o CRAS.
Também recepcionaram o deputado Carlão, o vice-prefeito João Oscar de Carvalho, os vereadores Leonel Amaral (presidente da Câmara Municipal), Angélica Caberlim, Ricardo Ferreira, Joaquim Moura, Valdenir Reis, Eduardo, Osvaldo Ortega e José Carlos Olhier, além do presidente do PSDB, Marcos Módulo.
A prefeita Ana Lúcia expôs as dificuldades do município ao deputado Carlão, devido a baixa arrecadação. Além disso, ela foi vítima de um acidente no dia 28 de janeiro, no percurso de uma viagem a Brasília. Por sorte, não sofreu ferimentos, entretanto, seu veículo ficou praticamente destruído.
Ana Lúcia também informou ao deputado que está negociando uma área para a construção de um conjunto habitacional, com 60 casas. E pediu a intervenção de Carlão para conseguir recursos para a pavimentação de uma rua que dá acesso à rodovia, num trecho de aproximadamente um quilômetro.
Carlão convidou a prefeita para participar de uma audiência com o secretário estadual de Desenvolvimento Social, Rodrigo Garcia. Ainda disse que a administração municipal pode contar com seu trabalho. "Vamos lutar para melhorar as condições de vida da população", prometeu.
Caravana da Inclusão estará em Votuporanga no dia 12 de abril, a pedido do deputado Carlão Pignatari

Votuporanga está no roteiro da quarta edição da Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania, que acontece a partir de 22 de março. E neste ano, a iniciativa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em parceria com a União dos Vereadores do Estado de São Paulo (UVESP), será realizada em dez cidades do interior paulista. Em Votuporanga, a Caravana estará no dia 12 de abril, por reivindicação do deputado estadual Carlão Pignatari, junto à secretária estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Batistella.
A Caravana consiste em uma série de encontros regionais, com o objetivo de conscientizar os participantes sobre os direitos das pessoas com deficiência, que incluem: educação inclusiva, trabalho, cidadania, reabilitação, entre outros.
O evento é aberto ao público e as inscrições são gratuitas. Além do fomento a políticas públicas que assegurem a cidadania e os direitos das pessoas com deficiência, a Caravana também apresenta ao público as ações e programas da Secretaria voltados ao público com deficiência.
Para o deputado Carlão Pignatari, "é uma excelente oportunidade para as pessoas portadoras de deficiência participarem do evento e se integrarem através das diversas ações oferecidas pelo programa".O deputado Carlão Pignatari com a secretária Linamara Rizzo Batistella

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Ministro nega seguimento a recurso do ex-vereador José Roberto Favaro

 Tudo indica que o PSDB de Jales não terá vereador na atual legislatura. Está sendo publicada no Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior eleitoral desta quinta-feira, 14 de fevereiro, a decisão do ministro Henrique Neves, relator do recurso especial interposto pelo ex-vereador José Roberto Fávaro (PSDB), contra a negativa do registro de sua candidatura a vereador na eleição de 2.012 pelo Tribunal Regional Eleitoral - TRE-SP. A decisão do ministro será apreciada na sessão plenária desta quinta-feira, 14 de fevereiro, pelos membros do  Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em sua decisão, o relator Henrique Neves expõe que "entretanto, a Corte Regional Eleitoral afirmou expressamente que ficou comprovado, da mesma forma, o enriquecimento ilícito daquele que foi beneficiado pela contratação irregular, pois, nos termos acima expostos, havia repartição dos lucros obtidos" (fl. 121), conclusão que também não pode ser revista sem a análise das provas constantes dos autos, providência vedada em sede de recurso especial".
"Por essas razões, na forma do art. 36, § 6º, do RITSE, nego seguimento ao recurso especial interposto por José Roberto Fávaro", finaliza o ministro relator.
 
Leia na íntegra a decisão do ministro Henrique Neves,
relator do recurso especial
RECURSO ESPECIAL ELEITORAL Nº 839-08.2012.6.26.0152 JALES-SP 152ª Zona Eleitoral (JALES)
RECORRENTE: JOSÉ ROBERTO FÁVARO
ADVOGADOS: CARLOS EDUARDO GOMES CALLADO MORAES E OUTROS
RECORRIDO: MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL
Ministro Henrique Neves
Protocolo: 25.031/2012
DECISÃO
José Roberto Fávaro (fls. 144-168) interpôs recurso especial contra acórdão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo que, por maioria, deu provimento a recurso eleitoral para indeferir o seu pedido de registro de candidatura ao cargo de vereador do Município de Jales/SP (fls. 116-124), pela inelegibilidade prevista na alínea l do inciso I do art. 1º da Lei Complementar
nº 64/90, decorrente de condenação por ato doloso de improbidade administrativa.
O acórdão regional possui a seguinte ementa (fl. 117):
RECURSO ELEITORAL. REGISTRO DE CANDIDATURA. VEREADOR. CONDENAÇÃO POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS. LESÃO AO PATRIMÔNIO PÚBLICO E ENRIQUECIMENTO ILÍCITO. ARTIGO 1º, I, "L" , DA LEI COMPLEMENTAR N. 64/90. DISPENSA INDEVIDA DE LICITAÇÃO. MATÉRIA PRELIMINAR REJEITADA. RECURSO PROVIDO.
Opostos embargos de declaração (fls. 127-133), foram eles rejeitados (fls. 138-141).
Nas razões recursais, José Roberto Fávaro assevera, em suma, que:
a) o acórdão que julgou os embargos de declaração opostos pelo ora recorrente teria negado vigência ao art. 275 do Código Eleitoral, pois não apreciou as alegações de contradição e omissão quanto à apreciação da conduta do ora recorrente no ato tido como ímprobo, persistindo os vícios apontados;
b) "eventual ausência de prequestionamento ou pacificação do quadro probatório não pode ser imputada ao Recorrente, que agiu com toda a cautela, buscando atingir o requisito indispensável, sob pena de lhe ser cerceado o direito a ampla defesa e contraditório e negada jurisdição, em clara afronta ao art. 5º, inc. XXV e LV da Constituição Federal"
(fl. 152);
c) o recurso não pretende o reexame de provas, mas apenas que seja valorada a decisão que reconheceu o ato de improbidade administrativa para aferir a presença dos requisitos previstos no art. 1º, I, l, da LC nº 64/90, ao qual o acórdão recorrido teria negado vigência;
d) não se evidenciou que o recorrente tenha agido com dolo, intencionalmente, ou soubesse da ilegalidade supostamente existente;
e) a decisão que reconheceu a prática do ato de improbidade "imputa a conduta somente ao então prefeito municipal José Carlos Guisso, que não é o atual Recorrente, José Roberto Fávaro" (fl. 158);
f) a inelegibilidade do art. 1º, I, l, da LC nº 64/90 exige condenação por ato de improbidade administrativa com fundamento nos arts. 9º e 10 da Lei nº 8.429/92 e, na espécie, houve apenas transgressão ao referido art. 10, ausente o enriquecimento ilícito;
g) o TSE, no julgamento do RO nº 2293-62.2010.6.26.0000, rel. Min. Aldir Passarinho Júnior, já reconheceu que a existência de prejuízo ao erário não implica necessariamente enriquecimento ilícito;
h) para que incida a causa de inelegibilidade em questão, o enriquecimento ilícito deve ser do próprio agente e não de terceiros, como decidido pelo TSE no recurso ordinário anteriormente mencionado, o que não ocorreu no caso dos autos;
i) "o reconhecimento da inelegibilidade pela condenação somente no art. 10º da Lei nº 8.429/92, tratado pela norma de forma mais branda ao art. 9º, configuraria ofensa aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade, vez que o art. 1 - I - "l" , da LC 64/90 exige a presença simultânea dos dois tipos (enriquecimento ilícito e dano ao erário)" (fl. 167).
Postula, ao final, a anulação do acórdão que julgou os embargos de declaração e o retorno dos autos ao TRE/SP para apreciação das questões que restaram omissas e contraditórias. Requer, também, o provimento do recurso, para que seja deferido o seu registro de candidatura.
Em contrarrazões (fls. 170-173v), o Ministério Público Eleitoral aduz, a respeito da preliminar de violação ao art. 275 do Código Eleitoral, que o acórdão recorrido enfrentou a presença do dolo no ato de improbidade administrativa. No que tange ao mérito do recurso, alega que é indiscutível a existência de condenação do recorrente por decisão colegiada em razão da prática de ato doloso de improbidade administrativa que causou lesão ao patrimônio público, apontando que a expressão "lesão ao patrimônio público" , contida no art. 1º, I, l, da LC nº 64/90, abrange os atos de improbidade que causam enriquecimento ilícito, que gerem dano ao erário e que violem os princípios constitucionais da Administração Pública.
No parecer de fls. 179-182, a douta Procuradoria-Geral Eleitoral opinou pelo desprovimento do recurso, por entender que não houve violação ao art. 275 do Código Eleitoral, porquanto o Tribunal de origem analisou de forma suficiente os requisitos do art. 1º, I, l, da LC nº 64/90, bem como que a inelegibilidade em questão restou configurada. Acrescentou que o enriquecimento ilícito de terceiros também enseja a incidência da causa de inelegibilidade do art. 1º, I, l, da LC nº 64/90, conforme decisão do TSE no REspe nº 275-58, da relatoria do Ministro Arnaldo Versiani.
Os autos me foram redistribuídos na forma do art. 16, § 8º, do RITSE.
É o relatório.
Decido.
O recurso especial é tempestivo. O acórdão regional que julgou os embargos de declaração foi publicado no dia 3.9.2012 (fl. 142) e o recurso especial foi apresentado no dia 6.9.2012 (fl. 144), por advogado habilitado (procuração à fl. 49 do apenso). O recorrente é o candidato.
O recorrente aduz violação ao art. 275 do Código Eleitoral, argumentando que o TRE/SP, mesmo após a oposição de embargos de declaração, não se manifestou sobre a alegada contradição quanto à delimitação da sua ação dolosa, tendo em vista que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo atribuiu-a exclusivamente ao então prefeito municipal, e que a Corte Regional Eleitoral também não se pronunciou no que diz respeito ao argumento de que o acórdão proferido pelo TJSP reconheceu que a sua conduta era culposa, e não dolosa.
Todavia, verifico que a Corte Regional Eleitoral se pronunciou sobre a existência de dolo na conduta do recorrente, ao consignar que decorre "da intenção deliberada dos interessados de promover a contratação ilícita, não se afigurando crível que a avença, nas condições em que fora pactuada, tenha decorrido de ato culposo dos agentes" (fl. 121), não havendo que se falar em contradição ou omissão na espécie.
Quanto ao mérito, destaco o seguinte trecho do acórdão recorrido (fls. 120-122):
No presente caso, a condenação à suspensão dos direitos políticos foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, por meio de Acórdão proferido em 28/9/10, ocasião em que o ora recorrido sustentou "em preliminar a inaplicabilidade da Lei n. 8429/92. Aduz que os requeridos Isabel Aparecida Minto Guisso e Laudevino Sebastião de Moura apresentam contestação e que foi constatado pela CPI a construção das casas objeto do desfavelamento. Alega não ter ficado comprovado qualquer atitude que pudesse ter causado lesão ao erário dolosa ou culposamente. Aduz que o programa de desfavelamento era continuação de outras administrações municipais e que não houve apropriação de um centavo sequer do que foi arrecadado pelo programa com a venda de lixo reciclável" ,(fl. 16 - apenso).
Além disso, restou demonstrado que o ato acarretou enriquecimento ilícito e lesão ao erário, de modo a atrair a incidência da cláusula de inelegibilidade prevista no art. 1°, I, l da LC n°64/90. De acordo com os documentos acostados aos autos, extrai-se do v. Acórdão a seguinte fundamentação, acerca da violação à Lei de Licitações:
(...)
o fato de ter o prefeito realizado uma parceria informal para a coleta do lixo reciclável, sem qualquer procedimento licitatório, demonstra violação aos princípios contidos no art. 37 da Constituição Federal, bem como da Lei n° 8.666/93, que em seu artigo 24 prevê os casos de dispensa de licitação.
(...) Exigível o procedimento licitatório e não realizado este, o contrato firmado se mostra eivado pela ilegalidade, daí surgindo os prejuízos aos cofres públicos. O primeiro consistente na realização de pagamentos sem contrato válido a justificá-los. O segundo no prejuízo que o património imaterial da Administração sofreu com. a violação da lei e da ordem administrativa.
(...) Anote-se que o ato de improbidade não guarda relação direta com a construção de casas populares ou com o desfavelamento, mas sim com a contratação sem licitação de pessoa que recebia para recolher lixo orgânico e depois "repartia" os lucros com a Municipalidade sem que tais verbas fossem registradas como receita.
Inegável, dessa forma, o prejuízo ao erário, conforme expressamente consignado no Aresto acima transcrito. Comprovado, da mesma forma, o enriquecimento ilícito daquele que foi beneficiado pela contratação irregular, pois, nos termos acima expostos, havia repartição dos lucros obtidos, sendo oportuno destacar que a legislação eleitoral não exige que o favorecido seja, necessariamente, o candidato. O dolo, por sua vez, decorre da intenção deliberada dos interessados de promover a contratação ilícita, não se afigurando crível que a avença, nas condições em que fora pactuada, tenha decorrido de culposo dos agentes.
Desse modo, verifica-se que o recorrente foi condenado, por órgão colegiado, por ato doloso de improbidade administrativa, que importou lesão ao erário e enriquecimento ilícito, fundamentado em dispensa indevida de processo licitatório para a execução de serviços.
Por fim, não há nos autos qualquer notícia acerca da obtenção de provimento jurisdicional apto a suspender a inelegibilidade, nos termos do art. 26-C da Lei Complementar n° 64/90.
O Tribunal a quo concluiu, portanto, que o recorrente está inelegível com fundamento na alínea l do inciso I do art. 1º da LC nº 64/90, tendo em vista que foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, pela prática de ato doloso de improbidade administrativa que causa lesão ao erário e enriquecimento ilícito, em razão da dispensa indevida de processo licitatório para a execução de serviços.
O recorrente alega que o acórdão regional violou o art. 1º, I, l, da LC nº 64/90, pois não teria ficado comprovado que ele agiu com dolo, ou seja, que estava em conluio com o contratado, o Prefeito Municipal e a Secretaria de Promoção Social, na realização da contratação irregular.
Entretanto, conforme afirmado acima, o TRE/SP assentou que a conduta do recorrente é dolosa, pois ele tinha interesse em promover a contratação ilícita e que, nas condições em que esta foi pactuada, não há como se concluir que decorreu de ato culposo.
Não há como modificar esse entendimento, sem reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado em sede de recurso especial, conforme reiteradamente decidido por esta Corte, com fundamento nas Súmulas nos 7 do STJ e 279 do STF.
O recorrente argumenta, ainda, que somente foi condenado pela violação ao art. 10 da Lei nº 8.429/92 e que não se pode afirmar que o enriquecimento ilícito é decorrência lógica de dano ao erário. Acrescenta, também, que não basta o enriquecimento ilícito de terceiro para a incidência da causa de inelegibilidade que lhe foi imputada.
Entretanto, a Corte Regional Eleitoral afirmou expressamente que ficou "comprovado, da mesma forma, o enriquecimento ilícito daquele que foi beneficiado pela contratação irregular, pois, nos termos acima expostos, havia repartição dos lucros obtidos" (fl. 121), conclusão que também não pode ser revista sem a análise das provas constantes dos autos, providência vedada em sede de recurso especial.
Além disso, este Tribunal já firmou entendimento no sentido de que "o ato doloso de improbidade administrativa pode implicar o enriquecimento ilícito tanto do próprio agente, mediante proveito pessoal, quanto de terceiros por ele beneficiados" (AgR-REspe nº 194-40/RJ, rel. Min. Arnaldo Versiani, PSESS em 8.11.2012).
Por outro lado, a alegação de ofensa aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, sob o argumento de que somente uma condenação por ato de improbidade em razão de violação simultânea aos arts. 9º e 10 da Lei nº 8.429/92 configuraria a inelegibilidade em questão não foi examinada pelo Tribunal de origem e os embargos de declaração opostos não suscitaram tal matéria. Desse modo, não há como analisá-la, por ausência de prequestionamento, a teor das Súmulas nos 282 e 356 do STF.
Por outro lado, entendo não demonstrada a divergência jurisprudencial, pois desatendidos os requisitos da Súmula nº 291 do STF. Nessa linha, vale lembrar que "a simples transcrição de ementa de julgados, sem que seja evidenciada a divergência mediante cotejo analítico e demonstração da similitude fática, não configura a divergência jurisprudencial" (Respe nº 1-14/SC, rela. Mina. Nancy Andrighi, DJE de 6.6.2012).
No mesmo sentido: "A divergência jurisprudencial (artigo 276, I, b, do Código Eleitoral) requisita comprovação e demonstração pelo recorrente, mediante a transcrição dos trechos dos acórdãos que a configurem, mencionando-se as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados; consoante a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, não pode tal exigência, em nenhuma hipótese, ser considerada formalismo exacerbado” (AgR-REspe nº 8723905-47/RO, rel. Min. Gilson Dipp, DJE de 22.8.2011). Igualmente: AgR-REspe nº 36.312/CE, rel. Min. Marcelo Ribeiro, DJE de 12.5.2010.
Por essas razões, na forma do art. 36, § 6º, do RITSE, nego seguimento ao recurso especial interposto por José Roberto Fávaro.
Publique-se.
Intimem-se.
Brasília, 7 de fevereiro de 2013.
Ministro Henrique Neves da Silva
Relator

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Contribuinte, tenha paciência: um dia tudo vai melhorar em nossa cidade

Rua Assunção com a avenida Maria Jalales
Rua São Paulo, no bairro IV Centenário

Dezenas de ruas da cidade estão em péssimo estado para tráfego de veículos e pedestres. A herança é da administração anterior. Exigir nesse momento que a prefeita Nice faça o recapeamento é querer muito. Mas ela precisa ir se organizando para o momento em que as chuvas se forem e seu staff estiver totalmente montado, para recapear as ruas da cidade se não quiser ficar marcada.
Rua Assunção com término na avenida Maria Jalles em estado lamentável. Precisa ser reparada.
Rua São Paulo no IV Centenário. O asfalto está chegando ao seu final. O último recape foi feito em 2004, no trecho da rua hum com a antiga 9 de Julho (hoje João do Carmo Lisboa) pelo então prefeito Hilário Pupim. O trecho entre a rua 9 de Julho e a rua Cinturão Verde nunca viu um recape. Mas os buracos aparecem todos os dias.